*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A corrida sucessória ao Palácio Paiaguás ganhou novos contornos nesta semana com a declaração do senador Wellington Fagundes (PL). Em meio à movimentação de siglas que já definiram apoio ao atual vice-governador, Otaviano Pivetta (Republicanos), Fagundes demonstrou tranquilidade e reforçou a estratégia de consolidação do Partido Liberal como a principal força de direita em Mato Grosso.
Wellington Fagundes minimizou as decisões antecipadas de outras legendas em favor de seu adversário direto na disputa interna da base governista. Segundo o senador, a prioridade agora é agregar quem já possui afinidade com seu projeto político.
“Os partidos são muito importantes, mas aquele partido que tiver uma definição (pelo Pivetta), nós não vamos perder tempo. Nós vamos buscar quem quer estar conosco e de forma muito tranquila”, declarou o parlamentar.
O senador destacou que o PL vive um novo momento desde a filiação do ex-presidente Jair Bolsonaro, o que conferiu ao partido uma estatura de liderança nacional e uma diretriz ideológica inegociável. Wellington foi enfático ao delimitar o campo de atuação da sua pré-candidatura.
O parlamentar reafirmou que o PL é um partido de direita e que não há espaço para composições com o campo progressista. “Não cabe diálogo com a esquerda, não cabe”, pontuou.
O foco será atrair legendas e lideranças que tenham “identidade com a linha de desenvolvimento” e que foquem em tornar Mato Grosso um estado de oportunidades e geração de emprego.

