*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), em entrevista a imprensa no ato “Acorda, Brasil!”, realizado no último domingo, dia 1º de março, na Praça do Choppão, para dissipar rumores de uma possível crise interna no partido. Em tom desafiador, o parlamentar negou que o Partido Liberal esteja articulando a derrubada de sua candidatura ao Palácio Paiaguás.
Fagundes atribuiu as notícias sobre a perda de apoio dentro da sigla a uma estratégia de grupos rivais que tentariam desestabilizar sua base. Para o senador, as tentativas de cooptação do PL por outros nomes não seguem o rito democrático.
“Vocês acreditam nisso? Não, né. Todos os mesmos mandatos foram pelo PL. São seis mandatos como deputado federal, estou no segundo mandato como senador da República. É claro que os nossos adversários têm tentado, de todas as formas, cooptar o partido. Isso não é de forma democrática. É na conquista que se faz”, disparou o senador.
O ponto central da fala de Wellington foi a relação de longa data com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele ironizou a possibilidade de Bolsonaro apoiar adversários que, em momentos anteriores, teriam criticado o clã bolsonarista.
“Quem já falou mal do Bolsonaro e da família dele, você acha que o Bolsonaro iria apoiar? Com certeza não”, afirmou, descrevendo o ex-mandatário como um homem “acima de tudo, leal aos amigos e leal ao partido”.
MISSÃO NA PAPUDA: CARTAS E APOIO POLÍTICO
Como prova cabal de sua proximidade e alinhamento, Wellington Fagundes confirmou que viajará a Brasília no próximo sábado, dia 7 de março, para uma visita institucional e pessoal a Jair Bolsonaro, que cumpre prisão no Complexo Penitenciário da Papuda.
O senador revelou que levará consigo mensagens de apoio de lideranças estaduais, incluindo o deputado Gilberto Cattani (PL).
“Vou lá para levar o abraço, o carinho e cartinhas como essa aqui do Cattani”, pontuou.

