*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O governador Mauro Mendes (União) reagiu duramente às críticas do senador e pré-candidato ao Governo, Wellington Fagundes (PL), sobre a gestão fiscal do Estado e o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) aos servidores públicos.
O embate expõe de um lado, a austeridade fiscal defendida por Mendes; de outro, a promessa de Wellington de quitar passivos salariais acumulados.
O ESTOPIM: A PROMESSA DE WELLINGTON FAGUNDES
A polêmica começou após Wellington Fagundes declarar publicamente que, caso seja eleito governador em 2026, pretende quitar integralmente o passivo acumulado da RGA, estimado hoje em cerca de 20%. Para o senador, a atual gestão utiliza o equilíbrio fiscal como pretexto para não valorizar o funcionalismo.
“O governador está pregando terrorismo, né? Pânico, o que não é verdade. A situação fiscal de Mato Grosso é realmente boa. As obras são importantes, mas primeiro o ser humano. O servidor público tem que ter condições de sustentar sua família. Não pode haver esse choque entre governo e servidor”, disparou Wellington.
A RESPOSTA DE MENDES: “VERDADE NÃO É TERRORISMO”
Sem hesitar, Mauro Mendes rebateu as falas do senador. O governador classificou as promessas de Wellington como “lacração” e alertou que propostas sem embasamento técnico podem levar o Estado de volta ao colapso financeiro vivido na gestão do ex-governador Pedro Taques.
Mendes foi incisivo ao desafiar o parlamentar.
“Manda ele vir debater comigo, com números concretos, não com frases de efeito. Verdade é terrorismo? Eu topo debater com qualquer um. Agora, com dados, não com lacração. Esse é o caminho da perdição e pode quebrar Mato Grosso”, afirmou o governador.
ENTENDA O EMBATE TÉCNICO
O cerne da discussão reside no impacto financeiro que a quitação imediata da RGA causaria no fluxo de caixa do Estado.
O senador e pré-candidato ao governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), sustenta que Mato Grosso vive um momento de pujança econômica e arrecadação recorde, o que permitiria absorver o impacto da RGA sem sacrificar investimentos em obras.
Já o governador do estado e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União), argumenta que a saúde fiscal é frágil e depende de uma gestão rígida.
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