*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O que era tratado nos bastidores como uma estratégia de “suspense político” ganhou contornos de realidade durante um momento de emoção na Arena Pantanal. No último domingo, dia 22 de fevereiro, durante a celebração do projeto “Casamento Abençoado”, a primeira-dama de Mato Grosso, Virgínia Mendes, acabou sinalizando que o governador Mauro Mendes (União Brasil) deve mesmo se afastar do comando do Palácio Paiaguás para disputar as eleições deste ano.
A fala ocorreu em tom de despedida e pegou parte do público e da classe política de surpresa, já que o governador tem mantido um discurso cauteloso sobre o tema.
Enquanto discursava para centenas de casais, Virgínia Mendes expressou gratidão pelo encerramento de um ciclo. Nas palavras dela, o evento marcou o último ato desta natureza sob a gestão atual, confirmando o prazo de desincompatibilização que se aproxima.
“Eu quero agradecer porque é o último casamento dessa gestão. E é um casamento do meu coração. […] Então eu quero agradecer que a gente está se despedindo. Agora em abril nós vamos sair. Eu não sei se ele vai sair, mas… Depois não sabe se vai sair. Mas se sair, a gente quer se despedir com esse casamento maravilhoso”, declarou a primeira-dama.
Embora tenha tentado suavizar a afirmação logo em seguida, o uso do termo “nós vamos sair” reforçou a tese de que a decisão familiar e política já está tomada.
PRAZO DECISIVO: 4 DE ABRIL
O calendário eleitoral é o fator que dita o ritmo dessa movimentação. Para os chefes do Executivo que desejam concorrer a outros cargos (como o Senado, no caso de Mendes), a legislação exige a desincompatibilização, ou seja, a renúncia ao cargo atual — até seis meses antes do pleito.
Data Limite: 4 de abril de 2026.
Destino Provável: Uma das cadeiras no Senado Federal, onde Mauro Mendes é apontado por analistas e pesquisas internas como um dos nomes mais fortes do estado.
Apesar da revelação da primeira-dama, Mauro Mendes mantém o “pé no freio” em suas declarações públicas. O governador tem reiterado que só “baterá o martelo” definitivamente próximo ao prazo legal, focando, por enquanto, na entrega de obras e no cumprimento da agenda administrativa.
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