*Sêmia Mauad/ Opinião MT
As alegações do vereador Hélio Kaminski (PL) sobre possíveis irregularidades em repasses de verbas públicas em Lucas do Rio Verde ganharam destaque na Câmara Municipal.
O vereador questionou um repasse destinado à Associação Luverdense de Esporte e Lazer (ALEL).
A polêmica teve início após o vereador votar contra o repasse à ALEL, alegando que a entidade não existia no endereço oficial indicado no Projeto de Lei. O debate se acirrou na Sessão Ordinária de 3 de novembro de 2025.
QUESTIONAMENTOS DO VEREADOR
A principal linha de questionamento do vereador Hélio Kaminski reside no que ele classificou como uma possível ilegalidade na estrutura da associação, baseada no Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (Lei nº 13.019/2024).
O vereador alega que a lei proíbe que agentes políticos e integrantes da administração pública façam parte da diretoria de uma associação que recebe recursos públicos do próprio município. Na denúncia, Kaminski apontou a existência de ligações de membros da diretoria da ALEL com cargos na Administração Municipal.
Além da composição da diretoria da ALEL, o vereador levantou suspeitas sobre o repasse de recursos da Prefeitura para uma empresa. O vereador afirmou haver uma ligação entre o tesoureiro da ALEL e uma empresa de assessoria esportiva. Segundo a denúncia, esse tesoureiro teria sido administrador da referida empresa, que pertencia a um ex-secretário de Esporte e atual vereador.
O vereador afirmou ainda que a empresa, após uma alteração societária no início de 2025, teria faturado mais de R$ 100 mil da Prefeitura de Lucas do Rio Verde a partir de julho do mesmo ano. Após a denúncia inicial envolvendo R$ 104 mil, o vereador afirma que houve um novo empenho de cerca de R$ 30 mil pela prefeitura para a mesma empresa.
Kaminski destacou que a Justiça deverá apurar se a empresa foi de fato vendida para o novo sócio, ou se o nome foi apenas utilizado para ocultar a real propriedade, configurando um possível “laranja”.
SUPOSTA PRESSÃO POLÍTICA
O vereador relatou também ter sido alvo de fortes críticas por parte de outros vereadores na Casa de Leis, sendo acusado de ser “contra o esporte, as crianças e a educação”. Kaminski interpretou as ofensas como uma “pressão psicológica” para que ele cessasse as fiscalizações.
O vereador ressaltou que a fiscalização é um dever do parlamentar e reforçou que todas as evidências e a documentação levantada foram protocoladas no Ministério Público.
“Toda documentação, todas as evidências já foram entregues ao Ministério Público e o que eu espero obviamente que a justiça seja feita. Se houver alguma falcatrua, obviamente cabe ao Ministério Público conduzir isso aqui e a justiça, eu creio que num curto espaço de tempo nos dará uma resposta para tudo isso,” declarou o vereador.
A investigação do Ministério Público deverá determinar a legalidade dos convênios e dos repasses, bem como apurar a regularidade da estrutura da associação e dos vínculos empresariais apontados pelo vereador.
O OUTRO LADO
Em relação às alegações levantadas pelo vereador Hélio Kaminski (PL) na Câmara Municipal de Lucas do Rio Verde sobre repasses à Associação Luverdense de Esporte e Lazer (ALEL), a Prefeitura de Lucas do Rio Verde ainda não emitiu uma nota oficial, diante de nossos questionamentos sobre o caso.
Até o momento, a Prefeitura não se pronunciou sobre as denúncias ou sobre a destinação do repasse em questão.
Ainda aguardamos o posicionamento da Prefeitura de Lucas do Rio Verde.
VEJA VIDEO DO VEREADOR SOBRE O CASO
Ver essa foto no Instagram

