Em publicação recente nas redes sociais, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um novo pronunciamento sobre o cenário político brasileiro. Trump faz post em que expressa apoio a Jair Bolsonaro, critica o que chama de “perseguição política” promovida pelo Estado brasileiro contra o ex-mandatário e seus apoiadores, e promete acompanhar o caso com atenção.
Trump faz post e declara apoio a Jair Bolsonaro
O ex-presidente norte-americano Donald Trump utilizou sua plataforma, a Truth Social, para se manifestar publicamente em defesa de Jair Bolsonaro. Segundo Trump, o Brasil estaria promovendo uma perseguição política contra o ex-presidente, sua família e aliados. Ele afirmou que o único julgamento legítimo seria por meio das urnas: “O único julgamento que deveria estar acontecendo é um julgamento pelos eleitores do Brasil”, escreveu.
Trump classificou Bolsonaro como um “líder forte”, “negociador duro” e alguém que “amava seu país”. Para ele, o tratamento dispensado ao ex-chefe do Executivo brasileiro representa uma ameaça ao processo democrático. “Deixem Bolsonaro em paz!”, exigiu em sua postagem.
Comparação com sua própria trajetória política
Em sua declaração, Trump comparou a situação de Bolsonaro com as investigações e acusações que enfrentou durante a última eleição presidencial americana. Ele sugeriu que ambos estão sendo alvo de perseguições por parte de autoridades e instituições por motivos políticos. “Isso não é nada mais, nada menos, do que um ataque a um oponente político — algo que eu sei muito sobre!”, afirmou.

No Brasil, Jair Bolsonaro responde judicialmente por diversos crimes. Em março de 2025, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) e o tornou réu, ao lado de outras sete pessoas, por tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada e abolição do Estado Democrático de Direito.
Entre os coacusados estão figuras de destaque da antiga administração, como Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Mauro Cid, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto. Todos foram incluídos na ação penal e responderão também por crimes como dano qualificado e deterioração de patrimônio público.
Depoimento ao STF e negação das acusações
Em junho deste ano, Bolsonaro prestou depoimento ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF. Na audiência, o ex-presidente negou qualquer intenção de ruptura institucional durante seu governo. “Golpe é uma coisa abominável”, declarou. Bolsonaro reforçou que nunca houve discussão sobre golpe com os comandantes militares e que sempre atuou dentro dos limites constitucionais.
Reações nos EUA e processos contra Moraes
As manifestações de Trump coincidem com ações judiciais abertas nos Estados Unidos contra o ministro Alexandre de Moraes. A Trump Media e a plataforma Rumble moveram um processo na Justiça da Flórida, acusando Moraes de censura e exigindo sua responsabilização. As empresas alegam que decisões judiciais brasileiras resultaram no bloqueio de conteúdos protegidos pela Primeira Emenda da Constituição americana.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, declarou recentemente que existe “grande possibilidade” de sanções contra Moraes por supostas violações de direitos humanos, levantando o tom das tensões diplomáticas e políticas entre os dois países.

