O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez novas críticas ao governo brasileiro durante entrevista na Casa Branca nesta sexta-feira (5). Segundo ele, a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “foi radicalmente para a esquerda” e estaria “indo muito mal”. Apesar de destacar que mantém respeito pelo povo brasileiro, Trump afirmou que as recentes políticas adotadas pelo governo brasileiro prejudicam as relações bilaterais.
Durante sua fala, o republicano reforçou que Washington está insatisfeita com decisões tomadas em Brasília. “Estamos muito chateados com o Brasil. Amo o povo do Brasil, mas o governo mudou radicalmente, foi muito para a esquerda e isso está prejudicando muito o país”, declarou.
Medidas adotadas por Trump contra o Brasil
As críticas de Trump não se limitam ao discurso. Nos últimos meses, o presidente norte-americano tem colocado em prática uma série de medidas de retaliação contra o Brasil e suas autoridades. Entre elas, a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, além da revogação de vistos de representantes do governo brasileiro.
Outro ponto de atrito é a abertura de uma investigação relacionada ao uso do Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central do Brasil.
No dia 6 de agosto, Trump anunciou uma tarifa extra de 40% sobre produtos brasileiros, elevando a barreira comercial entre os dois países para 50%. A medida, no entanto, foi parcialmente revista posteriormente, com isenção para alguns setores.
De acordo com o governo norte-americano, as tarifas foram impostas como resposta a decisões que, na visão de Washington, prejudicariam as grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos. Além disso, Trump justificou a ação como uma reação ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de envolvimento em uma suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022.
As recentes falas de Trump se somam a outras declarações anteriores em que o republicano tem elevado o tom contra o Brasil. A postura crítica reflete a política externa adotada por sua administração, que tem imposto sanções e restrições também a outros países considerados estratégicos.

