O presidente dos Estados Unidos estabeleceu um prazo até domingo à noite para que o Hamas aprove formalmente o acordo sobre Gaza, proposta que prevê um cessar-fogo e mudanças na administração do território. A advertência foi divulgada por meio de suas publicações nas redes sociais e intensificou as negociações conduzidas por intermediários regionais.
O prazo e a mensagem de Washington
Em postagem pública, o chefe da Casa Branca afirmou que o grupo teria até as 18h (horário de Washington, D.C.) de domingo para aceitar o pacote elaborado pelos EUA e apoiado por aliados. Trump qualificou a proposta como uma “última chance” e deixou claro que, se não houver acordo, os responsáveis enfrentarão uma escalada nas ações contra o Hamas.
A proposta foi apresentada com o respaldo de países e atores regionais que participaram das negociações, e houve movimentações diplomáticas para tentar convencer as lideranças palestinas a responder positivamente dentro do prazo imposto por Washington. Autoridades envolvidas nas mediações continuaram interlocuções para esclarecer pontos do texto e facilitar um entendimento entre as partes.
O plano norte-americano, segundo fontes oficiais, contém cerca de 20 pontos que incluem: cessar-fogo imediato; troca completa de reféns por prisioneiros; retirada israelense gradual de áreas da Faixa de Gaza; desarmamento do Hamas; e a criação de uma administração temporária internacional ou tecnocrática para gerir a transição. Essas medidas foram apresentadas como condições para encerrar as hostilidades e iniciar a reconstrução.
Posição do Hamas sobre os termos
Fontes próximas ao movimento disseram que o texto do acordo estava sendo avaliado algumas cláusulas, como o desarmamento, encontram forte resistência histórica por parte do grupo. Em declarações públicas posteriores, o Hamas indicou aceitar partes da proposta enquanto busca renegociar pontos que considera essenciais para os interesses palestinos.
A Casa Branca e aliados deixaram explícito que a falta de um consenso até o prazo fixado pode desencadear ações mais intensas contra estruturas do Hamas, segundo comunicados e pronunciamentos oficiais. Autoridades americanas também alertaram para esforços coordenados com parceiros regionais, caso as negociações não prosperem.

