*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O que era para ser um canteiro de obras virou um cenário de promessas vazias. Cinco meses após a Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá garantir reformas na Escola Municipal Rural Dr. Estêvão Alves Côrrea, na comunidade Rio dos Peixes, o cenário encontrado é de abandono. A denúncia parte de Felipe José da Silva Oliveira, presidente da Associação de Moradores local, que descreve um quadro de inércia governamental que castiga alunos e professores.

PROMESSA NÃO CUMPRIDA
Em outubro do ano passado, após pressão da comunidade, a prefeitura afirmou que a unidade estava em uma “lista de reformas programadas”. A garantia era de que intervenções maiores ocorreriam no início de 2026. No entanto, já estamos em março e o canteiro de obras é inexistente.
“A prefeitura disse que ia fazer a reforma durante o mês de janeiro, mas até agora não teve início de obra, não teve placa, não teve melhoria. O mínimo, que seria uma tinta na parede, a escola não recebeu”, desabafa Felipe Oliveira.

ESTRUTURA PRECÁRIA
A situação, que já era precária, agravou-se. Segundo o líder comunitário, a cerca que delimita o terreno da escola caiu há mais de 30 dias, deixando a unidade vulnerável. Sem uma quadra poliesportiva, os alunos continuam praticando educação física no cimento, sem cobertura ou proteção.
Os principais pontos incluem:
-Tecnologia Zero: Alunos seguem sem computadores ou internet para pesquisa.
-Saneamento Precário: Banheiros inadequados e falta de cozinha industrial para a merenda.
-Inexistência de Identidade: A escola sequer possui uma placa com nome.
-Falta de Espaço Pedagógico: Não há biblioteca nem sala para os professores.
O SILÊNCIO DA SECRETARIA
A indignação da comunidade Rio dos Peixes é alimentada pela falta de diálogo. Felipe relata que as tentativas de contato com o secretário de Educação e com a pasta não têm retorno.
“Não se consegue falar com o secretário, a secretaria não se manifesta. Pedimos socorro ao prefeito AbÍlio Brunini”, pontua o representante.
O IMPACTO DA FALTA DE OBRAS
O abandono da Escola Dr. Estêvão Alves Côrrea ultrapassa os muros da unidade. A ausência de infraestrutura impediu até a implantação de programas sociais, como o Siminina, e cancelou eventos comunitários e festas tradicionais. Para os moradores, a inércia da prefeitura não é apenas um problema de engenharia, mas um ataque ao futuro das crianças do campo.
“A falta de toda essa estrutura enfraquece a comunidade, principalmente na questão do conhecimento das crianças. Estamos sobrevivendo do básico do básico”, finaliza Felipe.
VEJA VÍDEOS
Quadra da Escola da Comunidade Rio dos Peixes
Veja como está a infraestrutura da escola

