*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Um servidor temporário da Prefeitura de Cuiabá, Genivaldo Evangelista Nunes, de 49 anos, foi preso na última quarta-feira, 3 de setembro, no bairro Duque de Caxias, em Cuiabá. Ele é acusado de transportar entorpecentes em uma ambulância da Secretaria Municipal de Saúde em março de 2024. A prisão de Genivaldo ocorreu no âmbito da Operação Conductor, deflagrada pela Polícia Civil por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).
Segundo a investigação, Genivaldo teria recebido as drogas de Joycelaine Almeida, irmã de Douglas Antônio Gonçalves de Almeida, um advogado apontado como líder de um grupo criminoso que atua com tráfico e lavagem de dinheiro em Mato Grosso. A suspeita é que ele utilizou o veículo da prefeitura para realizar o transporte ilícito.
Conforme o Portal da Transparência, Genivaldo recebia um salário de R$ 2.697,54 em agosto, na condição de servidor temporário.
A OPERAÇÃO
A Operação Conductor, conduzida pela Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cáceres, investiga uma quadrilha com atuação na fronteira e na região metropolitana de Cuiabá.
O grupo criminoso, que seria chefiado pelo advogado Douglas Antônio Gonçalves de Almeida, teve vários de seus membros presos, incluindo a esposa do advogado, Francimeire Correia de Mesquita, seus irmãos Joycelaine e Joabe Almeida, além de uma cunhada.
Após ser detido, Genivaldo Evangelista Nunes foi encaminhado para audiência de custódia e se encontra à disposição da Justiça para responder pelas acusações.

