*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), identificou e prendeu nesta quarta-feira, dia 17 de dezembro, os três principais suspeitos do assassinato do policial penal José Arlindo da Cunha, de 55 anos. A Operação Contragolpe foi deflagrada para cumprir mandados de prisão temporária e busca e apreensão, encerrando um ciclo de investigação sobre o crime brutal ocorrido no mês passado.
Os três suspeitos identificados e detidos pela polícia são:
-Valdeir Rodrigues Bandeira (35 anos): Preso em Várzea Grande.
–Mikael Luan Rodrigues Figueiredo (29 anos): Preso em Várzea Grande.
-Jefferson da Silva Campos (25 anos): Capturado na zona rural de Porto Velho (RO), após tentar fugir do estado.
DINÂMICA DO CRIME
O crime, que chocou a região, aconteceu no dia 22 de novembro, no bairro Marajoara, em Várzea Grande. Segundo a DHPP, os acusados montaram uma emboscada: foram até a casa da vítima e a chamaram no portão. Ao sair para atender, José Arlindo foi recebido a tiros e, mesmo ferido, foi covardemente espancado pelo grupo. O servidor público não resistiu e morreu no local.
A motivação apontada pela investigação é fútil: uma discussão anterior ocorrida durante uma confraternização na casa de terceiros, na qual o policial penal teria se envolvido.
A investigação revelou que, mesmo diante do ataque surpresa, José Arlindo tentou defender sua vida. Ele conseguiu sacar sua arma e atingir Rivaldo Caetano da Silva, que participava ativamente das agressões. Rivaldo foi levado ao Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande, mas faleceu. A perícia e a DHPP confirmaram que a reação do policial penal foi em legítima defesa antes de sua morte definitiva.
VEJA COMO FOI A PRISÃO DOS ACUSADOS

