*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A Polícia Civil deflagrou na manhã desta sexta-feira (15) a Operação Contraprova, que investiga fraudes e falsificações de exames laboratoriais pela empresa BioSeg Segurança do Trabalho.
A ação teve como alvos os sócios Igor Phelipe Gardes Ferraz, Bruno Cordeiro Rabelo e William de Lima.
Igor Phelipe Gardes Ferraz, que é biomédico e responsável técnico pela rede de laboratórios, foi o único preso na operação. As investigações da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) apontam que ele seria o responsável por falsificar os resultados de exames após descartar as amostras biológicas.
CARGO COMISSIONADO NA CÂMARA DE CUIABÁ
Além de sua atuação na empresa, Igor Ferraz ocupava um cargo comissionado de “assessor parlamentar externo” no gabinete do vereador Gustavo Padilha (PSB), com salário de R$ 2,2 mil e carga horária de 30 horas semanais. Após a prisão, ele foi imediatamente exonerado pela Câmara de Cuiabá.
O vereador Gustavo Padilha, é suplente e assumiu a vaga do vereador Sargento Joelson (PSB), afastado judicialmente na Operação Perfídia.
Em nota, a Câmara de Cuiabá afirmou que a nomeação de servidores é de responsabilidade de cada gabinete parlamentar, mas, diante dos fatos, determinou a exoneração imediata do biomédico.
A PREFEITURA DE CUIABÁ
A Prefeitura de Cuiabá, que possuía contratos com a empresa Bioseg, informou que irá reanalisar todos os acordos firmados com a companhia. Em nota, a gestão municipal destacou que a operação é resultado de denúncias feitas pela atual administração em relação a contratos firmados na gestão anterior, do ex-prefeito da capital, Emanuel Pinheiro.
A denúncia original, em abril, já havia levado à interdição de uma das unidades do laboratório por suspeita de falsificação de exames.

