A Rússia ataca a Ucrânia durante a madrugada desta quarta-feira (22), lançando uma ofensiva que, segundo autoridades ucranianas, envolveu mais de 400 mísseis e drones. O ataque deixou ao menos sete mortos, dezenas de feridos e provocou cortes de energia em diversas regiões do país, informaram fontes oficiais.
Rússia ataca: alcance e alvos do bombardeio
O ataque atingiu múltiplas províncias e centros urbanos. O presidente Volodymyr Zelensky citou Kiev entre as áreas atingidas, além de Kharkiv, Sumy, Odessa, Chernihiv, Dnipro, Kirovohrad, Poltava, Vinnytsia, Zaporizhzhia e Cherkasy. As forças ucranianas registraram impactos tanto em infraestruturas civis quanto em instalações estratégicas, e relatórios locais apontaram interrupções no fornecimento de eletricidade em várias localidades.
De acordo com o Exército ucraniano, seis pessoas morreram em Kiev e regiões adjacentes, e uma vítima fatal foi registrada em Kharkiv. Em Kharkiv, um dos alvos atingidos incluía um jardim de infância; autoridades informaram que as crianças foram retiradas do local, oito pessoas — entre elas um homem de 40 anos — ficaram feridas e cinco crianças seguem internadas. Equipes de resgate e serviços médicos atuaram nas áreas afetadas para atendimento e remoção de escombros.
O bombardeio ocorreu poucas horas depois da suspensão de negociações que poderiam ter incluído um encontro entre o presidente dos Estados Unidos e o presidente russo para tratar uma possível resolução do conflito. O confronto entre Rússia e Ucrânia completa quatro anos em fevereiro, segundo referência temporal citada por autoridades.
Além das vítimas humanas, os ataques causaram danos a redes elétricas e a outros serviços essenciais, resultando em apagões que afetaram residências e serviços públicos. Fontes governamentais trabalham na inspeção de instalações danificadas e na restauração do fornecimento de energia nas regiões atingidas.
Posicionamento das autoridades ucranianas
O presidente Zelensky qualificou o ataque como uma ação inaceitável contra alvos civis e ressaltou a gravidade de atingir locais como escolas e espaços voltados a crianças. Em suas declarações públicas, ele condenou o episódio e destacou que os responsáveis por ataques a civis devem responder, enquanto as equipes de defesa e segurança continuam monitorando a situação e respondendo a novas ameaças.
Forças de defesa aérea ucranianas afirmaram ter respondido à ofensiva e seguiram trabalhando para interceptar equipamentos inimigos. Autoridades locais recomendaram cautela à população nas áreas afetadas e mantêm alerta para possíveis novos ataques.

