O ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), e o ex-secretário de comunicação da gestão, Fausto Olini, teriam deixado R$ 40 milhões em restos a pagar para o novo prefeito que assumiu a capital, Abílio Brunini (PL). Desse total, R$ 28 milhões estariam sem empenho, ou seja, não poderão ser pagos.
Os arquivos com os dados de contratações de serviços de agências, pagamentos de veículos teriam sido levados da secretaria. Sites e blogs teriam recebido dinheiro ao longo dos anos, mesmo sem ter jornalista na equipe, ou acessos significativos.
Há acusações de que a dupla teria beneficiado “amigos”, levando a uma fila de credores que se acumularam desde o ano de 2020. Tal situação, desrespeitaria critérios de impessoalidade e favoreceria veículos próximos.
No ano de 2024, o ex-prefeito Emanuel Pinheiro, teria realocado de secretarias da gestão e remanejado R$ 5 milhões para a Secretaria de Comunicação para a realização de propaganda da gestão nos meios de comunicação. A pasta era comandada por Fausto Olini. A intenção de Pinheiro era recuperar a imagem da prefeitura em ano eleitoral e tentar eleger um sucessor.
A Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, por exemplo, teria cedido R$ 1,6 milhão para a Secom. Os recursos teriam sido cedidos ainda do orçamento da Controladoria Geral do Município, da Procuradoria geral, das secretarias de Gestão; Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento; Planejamento; Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano; Habitação e Regularização Fundiária; Turismo; Ordem Pública e até mesmo da Defesa Civil; da Mulher e da comunicação.