A poupança voltou a registrar saldo negativo no mês de outubro, com uma retirada líquida de R$ 9,65 bilhões, conforme dados divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira (7). O resultado representa o maior volume de saques para o mês desde 2023 e reforça uma tendência observada há cinco anos consecutivos: o volume de retiradas supera o de depósitos no mesmo período.
De acordo com o levantamento, os depósitos realizados na caderneta somaram aproximadamente R$ 352 bilhões, enquanto os saques totalizaram R$ 361,5 bilhões. Essa diferença resultou no saldo negativo que impactou o desempenho da aplicação em outubro.
Tendência de queda na poupança se mantém em 2025
Entre janeiro e outubro deste ano, apenas os meses de maio e junho apresentaram resultado positivo na entrada de recursos. No acumulado do período, o total de retiradas chegou a R$ 88,1 bilhões, o maior valor registrado desde 2023. O comportamento demonstra uma continuidade no movimento de migração dos poupadores para outras modalidades de investimento com rendimentos superiores à poupança.
O volume total aplicado também recuou, passando de R$ 1,01 trilhão em setembro para R$ 1,007 trilhão em outubro. Em comparação ao mesmo mês de 2024, quando o montante era de R$ 1,019 trilhão, observa-se uma redução considerável no estoque de recursos mantidos na caderneta.
Rentabilidade ameniza parte das perdas
Apesar da saída expressiva de valores, a poupança apresentou aumento na rentabilidade. Segundo o Banco Central, os rendimentos geraram acréscimo de R$ 6,441 bilhões apenas em outubro, o que representa um crescimento de 16,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
No acumulado dos dez primeiros meses de 2025, os ganhos com rendimentos somaram R$ 63,1 bilhões. Esse desempenho contribuiu parcialmente para reduzir os impactos das retiradas, embora não tenha sido suficiente para compensar o saldo negativo.

