A partir da próxima segunda-feira, 4, a nova caneta emagrecedora produzida inteiramente no Brasil começará a ser vendida em redes de farmácias do Sul e Sudeste. Fabricada pela EMS, a caneta utiliza liraglutida, uma substância indicada para o tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2. Os produtos Olire e Lirux serão os primeiros medicamentos nacionais com essa tecnologia a chegar ao mercado.
Primeiras unidades do produto já foram distribuídas
A EMS iniciou a distribuição de 100 mil unidades da caneta Olire, voltada ao tratamento da obesidade, e 50 mil da Lirux, para diabetes tipo 2. Inicialmente, os medicamentos estarão disponíveis nas lojas físicas e nos sites das redes Raia, Drogasil, Drogaria São Paulo e Pacheco. Os preços variam de R$ 307,26 por embalagem individual e podem chegar a R$ 760,61 no pacote com três unidades de Olire.
A expectativa da empresa é aumentar a disponibilidade para 250 mil unidades até o final de 2025, alcançando meio milhão até agosto de 2026.
Caneta emagrecedora é resultado de investimento bilionário
A produção da caneta emagrecedora nacional foi viabilizada com um investimento superior a R$ 1 bilhão. O valor foi destinado à construção da fábrica de peptídeos da EMS, localizada em Hortolândia (SP), cuja inauguração ocorreu em 2024 com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
De acordo com o presidente da EMS, Carlos Sanchez, esse avanço representa um marco para a indústria farmacêutica brasileira. “Estamos consolidando a capacidade do país de desenvolver e fabricar medicamentos de alta complexidade, com tecnologia própria e competitividade global”, afirmou em nota oficial.
Tecnologia nacional aplicada ao combate à obesidade
A liraglutida, princípio ativo presente na nova caneta emagrecedora, pertence à classe dos análogos do GLP-1, substância que o próprio corpo humano produz. Ela atua aumentando a sensação de saciedade e retardando o esvaziamento do estômago, o que auxilia na perda de peso.
A EMS desenvolveu o produto utilizando uma tecnologia química de síntese de peptídeos, na qual os aminoácidos são ligados um a um até formar a molécula final. Segundo o diretor médico da empresa, Iran Gonçalves Jr., os medicamentos são seguros, têm alta qualidade e seguem os padrões internacionais de produção.
Para o ano de 2026, a EMS pretende lançar a versão brasileira da semaglutida, princípio ativo dos medicamentos Ozempic e Wegovy, que também atuam no controle da obesidade e da diabetes. Com o fim da patente internacional, a empresa vê uma oportunidade de competir em um mercado que movimenta R\$ 6 bilhões anualmente.
A produção anual inicial da fábrica é de 20 milhões de canetas injetáveis, com estrutura planejada para dobrar essa capacidade no médio prazo.

