O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou nesta quinta-feira (6), em Belém (PA), a recepção aos líderes mundiais que participam da COP30, a Cúpula do Clima organizada pelas Nações Unidas. O evento ocorre ao longo de dois dias, quinta (6) e sexta-feira (7) e contará com três plenárias temáticas. A sessão de abertura, conduzida por Lula, abordará o tema “Clima e Natureza, Florestas e Oceanos”.
Durante a manhã, o presidente brasileiro acompanhará os chefes de Estado que chegam à capital paraense e dará início à Plenária Geral de Líderes, onde fará o primeiro discurso oficial. Em seguida, representantes de diversos países e organizações internacionais terão até cinco minutos para expor suas posições sobre as mudanças climáticas e as medidas necessárias para conter o aquecimento global.
Fundo Florestas Tropicais é destaque na COP30
Após a abertura, Lula receberá os líderes internacionais para um almoço oficial que marcará o lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês). A proposta do fundo é financiar ações de preservação e sustentabilidade em países que abrigam grandes áreas de florestas tropicais, como o Brasil e outras oito nações amazônicas.
Durante o encontro, o presidente deve reforçar a importância da cooperação global e do apoio financeiro para garantir a manutenção dessas áreas, consideradas essenciais no combate às mudanças climáticas. A iniciativa será um dos principais temas de debate entre os líderes presentes na COP30, reforçando o papel do Brasil como protagonista na agenda ambiental.
Preparativos e segurança reforçada em Belém
A cidade de Belém passou por diversas obras de infraestrutura nos meses que antecederam o evento. Algumas melhorias ainda estão em fase final de execução, mas a capital paraense foi oficialmente designada como sede simbólica do país até o encerramento da COP30, em 21 de novembro.
Com o grande número de autoridades internacionais, o governo federal decretou, a pedido do governador Helder Barbalho, a Garantia da Lei e da Ordem (GLO), medida que mobiliza as Forças Armadas para reforçar a segurança. O protocolo é semelhante ao adotado em eventos internacionais anteriores, como a Cúpula do G20 e a reunião dos BRICS, realizadas no Brasil.

