*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O prefeito de Centro Novo do Maranhão (MA), Joedson Almeida Dos Santos, conhecido como ‘Júnior Garimpeiro’ (PSDB), foi preso em flagrante na manhã da última quarta-feira, 12 de novembro, em Confresa, no interior de Mato Grosso.
O político foi detido na companhia de outras três pessoas, transportando sacos contendo minério e resquícios de ouro.
O caso levanta suspeitas de exploração ilegal de minérios e de possível envolvimento com garimpo em terras indígenas, dado que o prefeito já possui um histórico de passagens criminais por usurpação de bens da União, relacionada à extração irregular de minérios.
A prisão ocorreu na rodovia MT-430, durante uma abordagem realizada por uma equipe de fiscalização da Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT).

Joedson Almeida dos Santos e os outros três ocupantes do veículo, dois homens, de 21 e 23 anos, e uma mulher de 21 anos, foram parados pelos agentes e apresentaram versões contraditórias sobre os motivos e o destino da viagem.
Um dos ocupantes, um homem de 23 anos, acabou confessando que o grupo vinha de uma região de garimpo em Paranaíta.
A inspeção do veículo revelou sacos e pacotes contendo minério e resquício de ouro. Os agentes também constataram que o interior dos pneus da caminhonete era usado com frequência como esconderijo para materiais ilícitos, o que aponta para um modus operandi de transporte ilegal.
Entre os materiais apreendidos estavam cinco peças de ouro puro, pesando cerca de dez gramas. Além de diversas notas fiscais de combustível, lonas plásticas, apostila e agenda com anotações e termos em idioma indígena e um GPS de alta precisão.
Dois dos ocupantes do veículo afirmaram trabalhar em uma área de garimpo, e um deles se declarou indígena.
HISTÓRICO CRIMINAL DE PREFEITO
A situação do prefeito se torna mais grave devido ao seu histórico criminal: Joedson Almeida já possui passagens pela polícia por usurpação de bens da União, um crime diretamente ligado à extração e exploração ilegal de minérios.
O crime supostamente cometido na prisão atual é o de exploração ilegal de minérios.
A Polícia Civil investiga a possibilidade de que essa exploração tenha ocorrido em território indígena, o que pode adicionar mais agravantes ao caso.
O material apreendido foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Confresa e será enviado para perícia específica em Cuiabá. O prefeito e os demais detidos permanecem à disposição da Justiça.

