O caso do assassinato da personal trainer Rozeli da Costa Sousa Nunes, de 33 anos, em Várzea Grande, avança com a prisão e o interrogatório de um segundo envolvido. Victor Hugo Oliveira da Silva, de 21 anos, será ouvido na manhã desta quarta-feira, dia 1 de outubro, pela Polícia Civil, após ser detido na BR-070, em Cáceres, pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Victor Hugo é investigado por ter sido o piloto da motocicleta utilizada no crime, onde o atirador era o amigo e soldado da Polícia Militar Raylton Duarte Mourão, que já confessou o homicídio.
ACUSADO RECEBEU R$ 500 PARA O SILÊNCIO, DIZ O DELEGADO DO CASO
Em depoimento informal à polícia, Victor Hugo confessou ter pilotado a moto e será ouvido formalmente nesta quarta-feira. O delegado do caso, Bruno Abreu, destacou a informação crucial repassada pelo suspeito sobre a motivação financeira.
“Eu só perguntei para ele ‘foi você?’, e ele respondeu: ‘foi eu que pilotei’. Ele disse que não sabia que era para cometer homicídio e que recebeu R$ 500 no dia seguinte, talvez para calar a boca dele”, afirmou o delegado Bruno Abreu.
Victor Hugo também informou que, logo após o crime, deixou Raylton a cerca de três quadras da casa do PM, para que ele voltasse a pé. Após o interrogatório desta manhã, o suspeito será apresentado em audiência de custódia, onde a Justiça decidirá sobre a manutenção de sua prisão preventiva.
PM CONFESSOU O CRIME E A MOTIVAÇÃO
O crime que chocou Várzea Grande ocorreu na manhã do dia 11 de setembro, no bairro Canelas. A personal trainer Rozeli foi morta a tiros dentro de seu próprio carro enquanto estava em frente à casa de sua irmã. Testemunhas relataram que dois homens em uma motocicleta estavam de tocaia desde as 4h da manhã. Por volta das 7h, o garupa da moto efetuou cinco disparos contra a vítima, atingida principalmente no rosto.
As investigações da Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) levaram à prisão do soldado da PM Raylton Duarte Mourão, que se entregou à corporação dez dias após o assassinato, em 21 de setembro.
O policial militar confessou o crime e alegou que a motivação foi uma disputa judicial decorrente de um acidente de trânsito. Raylton afirmou que estava “atormentado para matar” devido a um processo movido por Rozeli, que pedia uma indenização de R$ 24 mil após o acidente em março. O incidente envolvia um caminhão-pipa da empresa do PM e sua esposa, o carro de Rozeli e um terceiro veículo.
Em seu depoimento, Mourão negou a participação de sua esposa, Aline Valandro Kounz, que também teve um mandado de prisão temporária expedido e é considerada foragida.
Com base no depoimento do PM, que alegou sofrer de síndrome do pânico e depressão, a Justiça determinou que ele passe por tratamento psiquiátrico enquanto permanece detido no Batalhão de Força Tática, em Cuiabá. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
VEJA O MOMENTO EM QUE O ACUSADO CHEGA A DELEGACIA APÓS A PRISÃO
VÍDEO MOSTRA O ATAQUE DO POLICIAL A PERSONAL
VEJA O MOMENTO EM QUE A PERSONAL FOI ENCONTRADA ASSASSINADA DENTRO DO CARRO

