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Leia: Polícia indica “Boré” como líder de esquema de raspadinhas que lucrou R$ 3 milhões em 6 meses; VEJA VÍDEOS
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OpiniãoMT > Blog > Polícia > Polícia indica “Boré” como líder de esquema de raspadinhas que lucrou R$ 3 milhões em 6 meses; VEJA VÍDEOS
Polícia

Polícia indica “Boré” como líder de esquema de raspadinhas que lucrou R$ 3 milhões em 6 meses; VEJA VÍDEOS

última atualização: 14 de outubro de 2025 11:25
Jornalista Mauad
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4 Minutos de Leitura
Foto: Polícia Civil
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*Sêmia Mauad/ Opinião MT

A Polícia Civil identificou Ederson Xavier de Lima, de 43 anos, conhecido como “Boré”, como o principal líder do esquema milionário de jogos de azar desarticulado pela Operação Raspadinha do Crime. A ação, deflagrada nesta terça-feira, dia 14 de outubro, busca desmantelar uma complexa rede criminosa que, em apenas seis meses, movimentou mais de R$ 3 milhões utilizando um falso empreendimento de raspadinhas instantâneas para financiar uma facção criminosa em Mato Grosso.

O jogo ilegal era, na verdade, uma sofisticada fachada para lavagem de dinheiro e uma nova fonte de arrecadação paralela ao tráfico e à extorsão, conforme revelaram as investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

MEGA OPERAÇÃO EM 20 CIDADES E BLOQUEIO DE 1,1 MILHÃO

A Operação Raspadinha do Crime resultou no cumprimento de 111 ordens judiciais em mais de 20 cidades do estado. Foram expedidos 21 mandados de prisão preventiva e 54 de busca e apreensão.

O esforço policial se concentrou em cortar o fluxo financeiro da facção, com a determinação judicial de 11 ordens de bloqueio e 25 ordens de quebra de sigilo bancário e telemático, além do sequestro de valores que ultrapassam R$ 1,1 milhão.

Os mandados foram cumpridos em municípios como Cuiabá, Várzea Grande, Alta Floresta, Rondonópolis, Sinop, Tangará da Serra e Lucas do Rio Verde, demonstrando a vasta capilaridade da organização criminosa. Durante a ação, centenas de bilhetes e banners de propaganda das raspadinhas ilegais foram apreendidos e descartados.

ESTRUTURA EMPRESARIAL PARA O CRIME

As investigações revelaram que o esquema de “Raspadinha do Crime” não era amador. Sob a liderança de “Boré“, a estrutura seguia um planejamento empresarial, com hierarquia e funções bem definidas, tudo para mascarar a origem ilícita do dinheiro e garantir o anonimato da facção:

Núcleo Estratégico: Sediado na Capital, era o topo da coordenação, definindo as diretrizes financeiras e operacionais.

Núcleo Financeiro: Responsável por gerenciar contas bancárias de fachada e movimentar as grandes quantias de dinheiro, distribuindo os recursos pelas regiões.

Núcleo Operacional: Composto por representantes locais que atuavam nas dezenas de cidades, distribuindo os bilhetes, recolhendo valores e controlando a contabilidade das vendas.

LÍDER DA FACÇÃO JÁ HAVIA SIDO PRESO EM NITERÓI (RJ)

O anúncio da Operação Raspadinha do Crime, nesta terça-feira, conecta-se a uma importante prisão realizada há poucas semanas. O líder do esquema, Ederson Xavier de Lima (“Boré“), já havia sido capturado em uma ação estratégica e conjunta das forças de segurança.

“Boré“, considerado uma figura de alta periculosidade com extenso histórico criminal (incluindo tráfico de drogas, receptação e extorsão), estava foragido da Justiça de Mato Grosso.

Sua prisão ocorreu em 28 de setembro, enquanto ele desfrutava de uma praia em Niterói, no Rio de Janeiro (RJ).

VEJA VÍDEOS DO MOMENTO DA PRISÃO DO ACUSADO NO RIO DE JANEIRO EM SETEMBRO

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