*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A Receita Federal e a Polícia Federal (PF) deflagraram na manhã desta quarta-feira, dia 22 de outubro, operação, visando desarticular um vasto esquema de contrabando e distribuição de cigarros eletrônicos e outras mercadorias de origem ilícita em diversas regiões de Mato Grosso.
A ação visa atingir a rede criminosa em seus núcleos logísticos e financeiros, incluindo o cumprimento de 33 ordens judiciais.
As forças-tarefas estão cumprindo um total de 33 mandados judiciais, sendo 28 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão preventiva. As ações estão ocorrendo simultaneamente em seis municípios de Mato Grosso e também no estado de São Paulo/SP, considerado um núcleo logístico e financeiro do esquema.
Os mandados de busca, apreensão e prisão estão sendo cumpridos em diversas cidades de Mato Grosso, abrangendo os seguintes municípios: Mirassol D’Oeste, Tangará da Serra, Campo Novo dos Parecis, Rondonópolis, Cuiabá (incluindo o Shopping Popular) e Várzea Grande (também com foco no Shopping Popular).
As apreensões iniciais incluem documentos, equipamentos eletrônicos e produtos contrabandeados, que servirão como prova do esquema. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores pertencentes aos investigados, visando descapitalizar a rede criminosa.
CIGARROS CRIMINOSOS E LIGAÇÕES COM FACÇÕES
A investigação da Polícia Federal e da Receita Federal descobriu uma sofisticada rede de importação, transporte e distribuição de cigarros eletrônicos. A comercialização desses dispositivos é proibida em todo o território nacional pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Além do contrabando desses produtos, a investigação revelou indícios de outros crimes graves, como:
-Descaminho de eletrônicos e outras mercadorias: Fraude na entrada de produtos lícitos no país sem o devido pagamento de impostos.
-Lavagem de Dinheiro com Criptomoedas: Pagamentos de grandes valores eram realizados com criptomoedas, uma tática utilizada para ocultação patrimonial e rastreamento financeiro.
-Ligação com Facção Criminosa: Foi identificado o repasse de valores a uma facção criminosa, em troca de autorização para comercializar os produtos ilícitos dentro de determinadas áreas de atuação do grupo.
A Polícia Civil segue investigando os desdobramentos do caso.
VEJA VÍDEO DA OPERAÇÃO POLICIAL

