*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A Polícia Civil de Mato Grosso desferiu um duro golpe contra o crime organizado no interior do estado ao deflagrar, nesta sexta-feira, dia 10 de outubro, a Operação Ophis. A ação visou a desarticulação de uma perigosa facção criminosa que aterrorizava a população de Campinápolis e região com um vasto catálogo de crimes graves.

A gravidade da situação estava na atuação impiedosa e multifacetada do grupo. A organização era responsável por chefiar o tráfico de drogas na região, controlando a distribuição e o fornecimento de entorpecentes. Contudo, o impacto dos criminosos ia muito além: eles estavam diretamente envolvidos em homicídios e praticavam extorsão contra comerciantes locais, impondo um clima de medo e coerção.

O foco principal da Operação Ophis foi a captura das duas principais lideranças do grupo. Os mandados de prisão preventiva foram cumpridos contra o chefe da facção na região e seu braço-direito, que atuava como “disciplina”. Este último era uma figura central nas ações violentas, sendo o responsável por distribuir drogas, aplicar castigos e, mais gravemente, executar desafetos da organização criminosa.
A operação, coordenada pela Delegacia de Campinápolis, é o resultado de uma intensa investigação que durou cerca de oito meses. O trabalho teve início durante a apuração de um crime de homicídio ocorrido na cidade e, gradativamente, permitiu que os policiais mapeassem detalhadamente o modus operandi da facção.

As investigações revelaram que as duas lideranças presas tinham controle absoluto sobre as atividades ilícitas, desde o monitoramento da cidade, a aquisição de entorpecentes vindos de outras localidades, o controle da distribuição para pontos de venda e a execução de crimes violentos para manter a ordem e o terror.
A OPERAÇÃO OPHIS EM NÚMEROS
Para garantir o sucesso da ação e a segurança no cumprimento das ordens judiciais, a Polícia Civil mobilizou um efetivo de 50 policiais civis, entre delegados, escrivães e investigadores da Delegacia de Campinápolis, com apoio essencial das Delegacias Regionais de Água Boa e Vila Rica.

No total, foram cumpridas 15 ordens judiciais: dois mandados de prisão preventiva contra as lideranças e 13 mandados de busca e apreensão domiciliar. O desmantelamento dessa cúpula criminosa representa um passo crucial para restaurar a ordem e a tranquilidade no interior de Mato Grosso.

