*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A Polícia Civil de Mato Grosso deu um passo decisivo no combate ao crime de estelionato ao deflagrar, na manhã desta quarta-feira, dia 8 de outubro, a Operação Proditor.
A ação tem como foco desarticular uma quadrilha especializada em desvio de dinheiro que agia contra condomínios de Cuiabá, aproveitando-se da confiança e do acesso de gente de dentro da administração.

O esquema fraudulento, que envolveu estelionato, associação criminosa e lavagem de capitais, resultou em um prejuízo de mais de R$ 55 mil em, pelo menos, dois condomínios da capital. Para combater essa estrutura criminosa, foram cumpridos mandados de prisão e busca e apreensão. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens, como imóveis e veículos, dos suspeitos.
ENTENDA COMO O ESQUEMA ERA FEITO E O DINHEIRO DESVIADO
A investigação da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá revelou que o cérebro da quadrilha era um homem de 34 anos, um ex-funcionário que atuava como assistente financeiro em empresas de assessoria condominial. Sua função anterior lhe concedia acesso privilegiado às operações financeiras dos condomínios, que ele usava para executar os golpes.
O método era engenhoso e explorava a rotina de pagamentos:
Falsificação de Documentos: O articulador criava notas fiscais e boletos falsificados em nome de fornecedores habituais dos condomínios.
O Engano do Pix: Os síndicos eram, então, induzidos a fazer pagamentos por meio de transferências por Pix, sob a falsa alegação de que isso evitaria multas ou juros.
Desvio e Lavagem: Na realidade, os valores eram transferidos para contas de terceiros, um total de sete suspeitos próximos ao líder. Após o desvio inicial, o dinheiro era rapidamente transferido entre as contas dos membros da associação criminosa até retornar, em grande parte, para o ex-funcionário, consolidando o ciclo de lavagem de capitais.
A Operação Proditor ataca A fraude que se valia de 46 operações fraudulentas consumadas para lesar as comunidades de moradores.

