*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A Polícia Civil deflagrou na manhã desta quarta-feira, dia 25 de novembro, a Operação Vertigem, com o objetivo de desmantelar um grupo criminoso especializado no tráfico de drogas sintéticas em Cuiabá.
A ação resultou no cumprimento de 17 ordens judiciais e revelou o envolvimento de um servidor do Poder Judiciário com a rede de fornecimento.

A operação cumpriu nove mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão domiciliar em Cuiabá e também no Rio de Janeiro (RJ), indicando as conexões interestaduais do esquema.
As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) e tiveram início em 2023, após o desdobramento da Operação Doce Amargo. A Vertigem focou em identificar a rede de fornecedores e distribuidores de drogas como ecstasy, MDMA, e LSD (conhecidos popularmente como “bala”, “roda” e “doce”). Além de loló, lança-perfume ou clorofórmio.

O principal alvo da operação é um traficante residente em Cuiabá, mas que, segundo a polícia, está atualmente no Paraguai, de onde coordenava o envio das drogas para a capital mato-grossense.
Um dos pontos centrais da Operação Vertigem foi a prisão de um assessor do Poder Judiciário de Mato Grosso. As investigações apontam que o servidor atuava como principal membro de grupos de “rateio” de drogas sintéticas, distribuindo os entorpecentes entre pessoas de alto poder aquisitivo na capital e obtendo lucro com a atividade.
A Polícia Civil destaca que a Operação Vertigem busca não apenas prender os criminosos, mas também cortar as rotas de fornecimento de drogas sintéticas que abastecem a região.

