*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, a Operação Snowball (Bola de Neve), na manhã desta sexta-feira, dia 28 de novembro, visando desmantelar uma vasta organização criminosa especializada em tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa com atuação em 11 cidades de Mato Grosso e no Distrito Federal.
A ação é um desdobramento da Operação Colossus (dezembro/2023) e mirou 47 investigados que formam uma rede estruturada e compartimentalizada, com atuação que se expandiu de Campos de Júlio para regiões estratégicas próximas à fronteira com a Bolívia.
A Justiça expediu um total de 150 ordens judiciais, incluindo 47 mandados de busca e apreensão e nove ordens de sequestro de bens. A medida mais impactante foi o bloqueio de bens, que pode atingir o montante de R$ 470 milhões de reais, além de 47 medidas judiciais cautelares de bloqueio de bens e 47 de quebra de sigilo bancário.

A Operação Snowball foi executada em 11 cidades: Campos de Júlio, Comodoro, Nova Lacerda, Pontes e Lacerda, Conquista D’Oeste, Cáceres, Cuiabá, Várzea Grande, Mirassol D’Oeste, Sapezal e Brasília (DF).
Durante as diligências, foram realizadas 10 prisões em flagrante, quatro veículos foram sequestrados e quatro armas de fogo apreendidas.
A investigação da Polícia Civil, que acompanha os alvos desde 2022, revelou que o grupo expandiu suas atividades de tráfico para crimes graves como extorsões internas, torturas, homicídios e lavagem de dinheiro em municípios fronteiriços.
A cúpula da facção já estava sob o radar policial: 28 investigados já cumpriram pena no sistema prisional. Sete indivíduos estão atualmente presos, sendo que quatro deles estão na Penitenciária Central do Estado (PCE) e são apontados como lideranças da organização.
O esquema de lavagem de dinheiro era extenso e sofisticado, utilizando variados estados. A rede criminosa realizou 241 transações financeiras suspeitas, com investimentos que ultrapassaram R$ 10 milhões de reais.
Para lavar o dinheiro do tráfico, a organização se valia do comércio local, centros de eventos, distribuidoras, tabacarias e até uma empresa de criptomoedas.
O esquema possuía células criminosas de lavagem em Cáceres, Nova Lacerda, Campos de Júlio e Cuiabá.

