*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A Polícia Civil deflagrou na manhã desta terça-feira, dia 18 de novembro, a Operação Guns, com o objetivo de desarticular um perigoso grupo criminoso especializado no comércio ilegal de armas de fogo, que mantinha conexões interestaduais.
A ação cumpriu um total de 17 ordens judiciais em endereços localizados em Cuiabá, Várzea Grande e Santa Rita do Trivelato, visando coibir o tráfico de armamentos pesados na região.

A Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) conduziu a operação contra um grupo que negociava um vasto arsenal. Entre os armamentos comercializados ilegalmente, estavam diversos tipos de pistolas, revólveres, fuzis e até mesmo metralhadoras
Os valores cobrados pelas armas variavam entre R$ 4 mil e R$ 19 mil, com transações que também envolviam munições e acessórios. A investigação apura os crimes de comércio ilegal de arma de fogo, integrar organização criminosa, além de fortes indícios de lavagem de dinheiro e a utilização de armamentos com numeração raspada e produtos de roubo.

A ORIGEM DA INVESTIGAÇÃO
As investigações da Denarc tiveram início em 25 de abril de 2024, após um incidente crucial. Naquela data, foram localizadas duas armas de fogo municiadas que haviam sido descartadas pelos ocupantes de uma caminhonete.
A ação resultou na apreensão de uma pistola Glock calibre 9mm com numeração raspada e uma pistola Taurus calibre .45, produto de roubo. Na chácara de onde os investigados haviam saído, a polícia também localizou drogas, estabelecendo a ligação do grupo com o narcotráfico.
O trabalho investigativo revelou que o esquema de comércio ilegal possuía um alcance interestadual, com armamentos sendo adquiridos e negociados entre criminosos de Mato Grosso, São Paulo e Rio de Janeiro.
LAVAGEM DE DINHEIRO E EMPRESAS DE FACHADA
Para movimentar o dinheiro ilícito proveniente do comércio de armas, o grupo criminoso utilizava um esquema sofisticado de lavagem de dinheiro. As investigações descobriram que contas bancárias vinculadas a duas empresas eram usadas para as transações financeiras. Os CNPJs estavam registrados em nome de indivíduos com passagens criminais, o que reforça a natureza organizada e violenta da facção.

