*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira, dia 22 de janeiro, a Operação Sem Livramento. O objetivo é desarticular uma organização criminosa especializada em crimes violentos contra o patrimônio e lavagem de dinheiro. Ao todo, estão sendo cumpridas 36 ordens judiciais, incluindo o bloqueio de até R$ 87 mil das contas dos investigados e a quebra de sigilo de dados.

A operação foca em 15 alvos com endereços distribuídos em Cuiabá, Várzea Grande e Barra do Garças.
As investigações tiveram início em novembro de 2024, logo após um roubo extremamente violento em um sítio localizado no município de Nossa Senhora do Livramento. Segundo a Polícia Civil, o grupo demonstrava um planejamento prévio rigoroso, com clara divisão de tarefas e uma estrutura montada para o escoamento dos bens roubados a terceiros.
Os criminosos são investigados pelos crimes de roubo majorado em propriedades rurais, cárcere privado, extorsão e lavagem de dinheiro.
O episódio que deu origem à operação foi marcado pela crueldade dos suspeitos. Durante a invasão ao sítio em Nossa Senhora do Livramento, os criminosos mantiveram adultos e crianças em cárcere privado, amarrados por diversas horas. Relatos apontam que algumas vítimas sofreram agressões físicas enquanto eram obrigadas a realizar transferências bancárias via Pix para contas do grupo.
Além da violência contra as pessoas, os investigados demonstraram sadismo contra os animais da propriedade: eles mataram o papagaio da família e feriram o cachorro das vítimas. Ao fugirem, os criminosos subtraíram um veículo, aparelhos celulares, notebooks, ferramentas e diversos outros bens de valor.
Com o bloqueio de valores e o acesso aos dados telemáticos autorizados pela Justiça, a Polícia Civil busca identificar agora os receptadores dos produtos e outros possíveis envolvidos na rede de lavagem de dinheiro do grupo.

