*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira, dia 26 de setembro, a Operação Conexão Criminosa com o objetivo de desarticular associações criminosas que utilizavam a internet para cometer fraudes contra figuras públicas do estado.
A ação, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), cumpriu seis mandados judiciais de busca e apreensão e afastamento de sigilo telemático em Cuiabá e Várzea Grande, resultando na apreensão de celulares, chips, documentos falsos e outros materiais utilizados nos crimes.
A INVESTIGAÇÃO E O MODUS OPERANDI DOS CRIMINOSOS
A operação é resultado de dois inquéritos distintos que investigavam crimes praticados por meio eletrônico contra uma mesma vítima. Segundo a Polícia Civil, os dois grupos, embora independentes, agiam com modus operandi semelhantes e altamente sofisticados.
O primeiro grupo, com sede em Cuiabá, é acusado de aplicar um golpe contra uma empresa de construção civil ligada a personalidades públicas. O criminoso se passou por um dos sócios da empresa, utilizando o WhatsApp para tentar induzir um funcionário a realizar transferências bancárias para contas de laranjas. A investigação revelou que este grupo fazia parte de uma complexa rede que aliciava pessoas para a “venda” de suas contas bancárias, usadas para receber o dinheiro proveniente das fraudes.
O segundo grupo, que atuava em Várzea Grande, utilizou a foto de um familiar de uma autoridade para tentar solicitar transferências via Pix por meio de mensagens de WhatsApp, em março de 2023. A polícia descobriu que os suspeitos pertenciam à mesma família e usavam um imóvel como base para as operações criminosas. Eles abriam contas bancárias e criavam perfis falsos com dados fraudulentos, evidenciando uma estrutura familiar organizada para a prática dos crimes.
Os criminosos estão sendo acusados de estelionato qualificado por meio de fraude eletrônica e associação criminosa. Esses delitos, que se utilizam do meio virtual, possuem uma gravidade ampliada, pois exploram a confiança das vítimas e, muitas vezes, envolvem uma rede complexa de atuação.

