*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou uma operação na manhã desta quinta-feira, dia 16 de outubro, no município de Nova Maringá, em cumprimento a mandados judiciais relacionados à divulgação indevida de imagens de intimidade que ganharam repercussão nacional nos últimos dias.
O caso envolve o padre Luciano Braga Simplício, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida da Diocese de Diamantino, e uma mulher de 21 anos. As imagens, que expõem a intimidade da vítima, foram veiculadas amplamente nas redes sociais após um flagrante ocorrido em uma casa paroquial.
DETALHES DA OPERAÇÃO E CRIMES INVESTIGADOS
O inquérito policial foi instaurado na Delegacia de São José do Rio Claro e contou com o apoio da equipe da Delegacia de Tapurah. A Justiça expediu quatro mandados de busca e apreensão domiciliar que foram cumpridos em Nova Maringá.
O objetivo da Polícia Civil é a individualização da conduta dos investigados e a devida responsabilização criminal. Durante a operação, foram apreendidos aparelhos eletrônicos como celulares, computadores, cartões de memória e pen drives, que serão periciados em busca de provas.
A Polícia investiga crimes graves, incluindo constrangimento ilegal qualificado (praticado mediante violência ou participação de três ou mais pessoas), dano qualificado, invasão de domicílio qualificada, exposição da intimidade e dano psicológico contra a vítima.
ENTENDA O CASO
A situação de grande constrangimento veio à tona após a circulação de um vídeo na última segunda-feira, dia 13 de outubro. As imagens registram o momento em que o ex-noivo e o sogro da mulher a encontram dentro de um quarto da casa paroquial, supostamente na companhia do padre Luciano Braga Simplício.
O vídeo mostra a tensão diante da recusa em abrir a porta. Diante da insistência, o sogro teria arrombado a porta do quarto e, em seguida, a porta do banheiro anexo. As filmagens, feitas pelos próprios invasores, mostram o pároco vestindo apenas um short. A mulher é encontrada em prantos, vestida com um baby doll, escondida sob um armário no banheiro, e visivelmente em estado de choque, implorando para deixar o local.
A exposição das imagens da mulher, sem o seu consentimento, deu origem à denúncia que resultou na operação policial desta quinta-feira.
PADRE NEGA ILÍCITO E DIOCESE PROMETE MEDIDAS CANÔNICAS
O padre Luciano Braga Simplício, que assumiu a Paróquia em abril, negou veementemente qualquer envolvimento ilícito. Em sua defesa, alegou que a situação foi um mal-entendido e que a mulher apenas havia ido à casa paroquial para trocar de roupa.
“Não teve nada com ela, o problema é que na hora que eles chegaram eu tinha ido tomar banho e ela estava lá, ela não queria ser vista. Não tem nada além disso,” justificou o pároco, complementando que a mulher teria perguntado se poderia usar o quarto anexo para se trocar, pois havia atuado pela manhã.
Diante da gravidade dos fatos e da repercussão, a Diocese de Diamantino emitiu uma nota oficial. O comunicado informa que o caso está sendo tratado com a seriedade requerida e que “todas as medidas canônicas previstas já estão sendo devidamente tomadas”.
VEJA VÍDEO DA OPERAÇÃO POLICIAL
VEJA VÍDEO DA MULHER E DO PADRE NA CASA PAROQUIAL

