A Polícia Federal avançou, na última semana, em uma operação que revelou um suposto esquema de corrupção envolvendo repasses do Ministério da Educação. Entre os investigados está a Ex-nora de Lula, apontada pelos agentes como parte de um grupo responsável por facilitar articulações dentro do governo. A investigação também envolve empresários e outros aliados com histórico de proximidade ao núcleo político do presidente.
Ex-nora de Lula é citada no núcleo do esquema
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra Carla Ariane Trindade, Ex-nora de Lula, e contra Kalil Bittar, ex-sócio de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Segundo a PF, ambos integrariam o núcleo do esquema responsável por abrir portas no governo para favorecer contratos públicos.
A operação teve como foco verbas do MEC e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), destinado a financiar projetos de prefeituras. Os investigadores afirmam que o grupo atuava para direcionar recursos e facilitar negociações com gestores municipais aliados.
Empresário é apontado como líder do esquema
O empresário André Gonçalves Mariano, proprietário da Life Tecnologia Educacional, foi identificado como o principal articulador do esquema. Ele foi preso por suspeita de pagar propinas em troca de favorecimento em contratos com prefeituras. Conforme a PF, seus negócios ligados ao suposto esquema teriam movimentado mais de R$ 100 milhões.
A investigação aponta que os valores eram obtidos por meio de contratos superfaturados e licitações fraudadas. Para ocultar a origem ilícita dos recursos, doleiros eram acionados para lavar o dinheiro e realizar pagamentos a integrantes da organização.
Visita ao MEC e uso do nome do presidente
Documentos obtidos via Lei de Acesso à Informação mostram que a Ex-nora de Lula teria utilizado o nome do presidente para entrar no MEC em 2024. A reunião estava prevista para ocorrer no gabinete do ministro Camilo Santana, porém não constou na agenda oficial da pasta. O episódio levantou suspeitas sobre possíveis articulações internas para facilitar o avanço do esquema investigado.
A PF afirma que o patrimônio de Mariano cresceu significativamente após o início do atual governo. Em dois anos, sua empresa passou de um faturamento de cerca de R$ 300 mil para cifras milionárias, possibilitando a compra de imóveis e veículos de luxo em São Paulo.
A corporação investiga possíveis crimes de corrupção, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, contratação irregular e organização criminosa. Segundo os agentes, o esquema teria operado por meio de uma rede organizada para capturar recursos públicos destinados à educação.
Silêncio oficial após a operação
Quase uma semana depois das ações da PF, o presidente Lula não se pronunciou sobre o caso envolvendo a Ex-nora de Lula e outros aliados próximos. O ministro Camilo Santana também não comentou publicamente as suspeitas envolvendo seu gabinete e os contratos investigados.

