A cassação do mandato de Eduardo Bolsonaro continua gerando intensos debates no cenário político nacional. Para o cientista e analista político Haroldo Arruda, o episódio não deve ser lido como um fato jurídico isolado, mas como parte de um processo de “aparelhamento” institucional que visa silenciar vozes dissidentes no Brasil.
Em análise sobre o caso, Arruda destacou que a perda do mandato parlamentar e a permanência de Eduardo nos Estados Unidos são reflexos de um ambiente de insegurança jurídica.
Segundo Haroldo Arruda, o desfecho do processo contra o deputado federal é fruto de uma percepção política que utiliza o sistema judiciário como ferramenta.
“Eu continuo com a minha interpretação de uma grande percepção institucionalizada, travestida de legalidade. O Eduardo Bolsonaro não está nos Estados Unidos, não ficou nos Estados Unidos, porque ele quer. Se estivesse aqui, estaria preso”, afirmou o analista.
Arruda aponta que a atual conjuntura política brasileira demonstra um desequilíbrio de forças, onde o Supremo Tribunal Federal (STF) estaria, alinhado ao atual Poder Executivo para perseguir adversários ideológicos.
“Vivemos realmente um lado só da política brasileira, institucionalizada, aparelhada com o STF”, completou.
Apesar da gravidade que atribui ao momento atual, o cientista político defende que a resposta para este cenário deve ser buscada nas urnas. Para ele, o foco das forças de oposição deve se deslocar do ano de 2025 para o planejamento estratégico das próximas eleições gerais.
“Meu foco hoje já não é mais 2025, meu foco é nas eleições de 2026, para que possamos fazer o maior número de deputados federais e de senadores da República, principalmente, corajosos o suficiente para poder vencer esse aparelhamento que se encontra hoje em nosso país”, concluiu.
VEJA VÍDEO DE HAROLDO ARRUDA SOBRE O ASSUNTO
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