O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que forças norte-americanas realizaram uma ofensiva na Venezuela que resultou na captura de Maduro, presidente do país, e de sua esposa, Cilia Flores. Segundo o líder norte-americano, a operação ocorreu durante a madrugada e o casal foi retirado do território venezuelano, enquanto explosões e movimentações militares foram registradas em Caracas.
Declarações de Trump sobre a operação contra Maduro
Em publicações nas redes sociais e entrevistas concedidas à imprensa, Trump declarou que a ação militar foi conduzida por forças de segurança dos Estados Unidos. Ele informou que Maduro e a esposa teriam sido colocados a bordo de um navio da Marinha norte-americana que atua no Caribe desde o fim de 2025, com destino aos Estados Unidos.
O presidente norte-americano afirmou ainda que vinha avaliando os próximos passos em relação à Venezuela e que chegou a manter contato com o líder venezuelano dias antes da ofensiva, quando teria ocorrido uma tentativa de negociação para uma saída pacífica do poder.
Transmissão da captura e planejamento do ataque
Durante entrevista à Fox News, Trump relatou que acompanhou a captura de Maduro em tempo real, por meio de imagens transmitidas por agentes envolvidos na missão em Caracas. Segundo ele, a operação estava inicialmente programada para ocorrer dias antes, mas foi adiada em razão de condições climáticas desfavoráveis.
O presidente dos EUA também mencionou que Washington pretende ampliar sua participação na indústria petrolífera venezuelana, sem detalhar de que forma isso ocorreria. Ainda de acordo com Trump, a China continuaria recebendo petróleo da Venezuela.
Movimentação militar dos EUA na região
Entre os meios empregados na operação, Trump citou a presença de grandes embarcações da Marinha dos Estados Unidos no Caribe. Um dos navios mencionados foi o Iwo Jima, de classe Wasp, equipado para operações anfíbias, transporte de fuzileiros navais e uso de aeronaves de decolagem curta e pouso vertical, além de helicópteros.
Após meses de especulações sobre exercícios militares próximos à costa venezuelana, os ataques ocorreram na madrugada de sábado, atingindo pontos estratégicos da capital e resultando na captura de Maduro, segundo o governo norte-americano.
Explosões em Caracas e reação do governo venezuelano
Na madrugada do ataque, moradores de Caracas relataram fortes explosões, tremores e sobrevoo de aeronaves em baixa altitude. Informações indicam que ao menos sete explosões foram ouvidas em um intervalo aproximado de 30 minutos, com registros de interrupção no fornecimento de energia elétrica em algumas regiões, especialmente nas proximidades da base aérea de La Carlota.
O governo da Venezuela divulgou comunicado afirmando que o país estava sob ataque e anunciou a decretação de estado de emergência. As autoridades informaram que Maduro havia assinado um decreto de comoção exterior, determinando a mobilização de forças políticas e sociais em todo o território nacional.
Pronunciamentos oficiais e repercussão internacional
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou não ter informações sobre o paradeiro de Maduro e solicitou provas de vida ao governo dos Estados Unidos. Já o chanceler venezuelano, Yvan Gil, classificou as explosões como uma agressão militar e uma violação da soberania do país, citando também a Carta das Nações Unidas.
Líderes regionais se manifestaram após a ofensiva. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, criticaram a ação e pediram uma resposta imediata da Organização das Nações Unidas diante do ocorrido.

