*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A Diocese de Diamantino confirmou o afastamento do Padre Luciano Braga Simplício, pároco da Igreja Nossa Senhora Aparecida, em Nova Maringá, após um escândalo que ganhou repercussão nacional.
Para assumir a Paróquia de Nossa Senhora Aparecida, a Diocese nomeou o Padre Pedro Hagassis, um presbítero de 76 anos, ordenado em janeiro de 2011, que assume a administração após a crise.
A medida ocorre em meio à deflagração da Operação policial da Polícia Civil na última quinta-feira, dia 16 de outubro, que investiga a divulgação indevida de imagens de intimidade.
POLÍCIA INVESTIGA INVASÃO E EXPOSIÇÃO DE IMAGEM
O caso chegou à Polícia Civil, que cumpriu quatro mandados de busca e apreensão domiciliar em Nova Maringá. O inquérito foi instaurado na Delegacia de São José do Rio Claro e visa responsabilizar criminalmente os envolvidos na exposição da intimidade da mulher.
A investigação apura crimes graves, incluindo constrangimento ilegal qualificado, dano qualificado, invasão de domicílio qualificada, além de exposição da intimidade e dano psicológico contra a vítima. Foram apreendidos celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos para serem periciados.
O CASO: INVASÃO E RESTRIÇÃO DA LIBERDADE
O escândalo explodiu na última segunda-feira, dia 13 de outubro, com a circulação de um vídeo. As imagens mostram o ex-noivo e o sogro da mulher, de 21 anos, invadindo a casa paroquial, onde ela estaria na companhia do Padre Luciano.
O vídeo registra a tensão no momento em que os invasores arrombam a porta de um quarto e, em seguida, a porta de um banheiro anexo. O pároco é flagrado vestindo apenas um short, enquanto a mulher é encontrada chorando, vestida de baby doll, escondida e em estado visível de choque, implorando para deixar o local.
A exposição das imagens da mulher nas redes sociais, sem seu consentimento, foi o que motivou a denúncia e a subsequente operação policial desta quinta-feira.
PADRE NEGA ILICITUDE E DIOCESE TOMA MEDIDAS CANÔNICAS
O Padre Luciano Braga Simplício, que havia assumido a Paróquia em abril, negou veementemente qualquer envolvimento ilícito, alegando ter sido um mal-entendido.
“Não teve nada com ela, o problema é que na hora que eles chegaram eu tinha ido tomar banho e ela estava lá, ela não queria ser vista. Não tem nada além disso,” justificou o pároco, afirmando que a mulher teria ido à casa paroquial apenas para trocar de roupa após uma atividade matinal.
Diante da intensa repercussão e da gravidade dos fatos, a Diocese de Diamantino emitiu uma nota oficial informando que o caso está sendo tratado com a seriedade necessária e que “todas as medidas canônicas previstas já estão sendo devidamente tomadas”, resultando no imediato afastamento do padre.

