*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), em conjunto com a Vigilância Sanitária de Cuiabá, realizou duas ações de fiscalização que revelaram graves irregularidades em estabelecimentos da capital mato-grossense. As operações resultaram na interdição de uma clínica de estética e de uma empresa de atendimento de urgência móvel, além de apreensões de produtos e medicamentos.
CLÍNICA DE ESTÉTICA É INTERDITADA POR USO DE PRODUTOS IRREGULARES
Na última quarta-feira, dia 3 de setembro, uma clínica de estética no bairro Jardim Leblon foi interditada após a fiscalização encontrar uma série de infrações sanitárias. O local, que oferecia serviços de harmonização facial e corporal, foi multado e teve suas atividades suspensas.
Entre as irregularidades encontradas, destacam-se:
-Medicamentos vencidos e sem registro: Diversos produtos e medicamentos estavam com a data de validade expirada ou não tinham registro da data de abertura.
-Produtos ilegais: Foram apreendidos medicamentos importados ilegalmente e sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
-Apreensão de produto proibido: A fiscalização apreendeu o produto Toskani Silicor (TNK Silicor), cuja comercialização e uso são proibidos no Brasil.
EMPRESA DE ATENDIMENTO DE URGÊNCIA OPERAVA SEM LICENÇA E COM MEDICAMENTOS VENCIDOS
Em uma segunda ação, na quinta-feira, dia 4 de setembro, os órgãos de fiscalização autuaram uma empresa de atendimento móvel de urgência, localizada no bairro Quilombo. O local, que prestava serviços de ambulância para eventos e possivelmente atendimentos domiciliares, foi flagrado operando de forma clandestina.
As equipes constataram diversas irregularidades, incluindo:
-Falta de licenças: O estabelecimento funcionava sem responsável técnico e sem alvará de funcionamento.
-Veículos irregulares: As ambulâncias usadas pela empresa estavam em situação irregular.
-Medicamentos e insumos impróprios: Foram encontrados medicamentos e insumos vencidos, fracionados de forma inadequada e armazenados sem controle de temperatura, o que compromete a eficácia e segurança dos produtos.
-Descarte irregular: A empresa fazia o descarte de materiais perfurocortantes de forma irregular, representando risco sanitário.
-Consultório improvisado: A polícia encontrou um consultório médico improvisado no local, com indícios de que consultas eram realizadas de forma clandestina.
VEJA VIDEO DE PARTE DA APREENSÃO REALIZADA DURANTE A OPERAÇÃO

