*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A Polícia Civil de Mato Grosso, em apoio à Polícia Civil do Rio Grande do Norte, deflagrou na manhã desta quinta-feira, dia 6 de novembro, a Operação Cyber Guard em Cuiabá. O foco da ação foi prender e desmantelar o esquema de um criminoso de 29 anos investigado pelo chamado “Golpe do Nudes” e por extorsão cibernética.
A operação resultou no cumprimento de quatro ordens judiciais, incluindo três mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva contra o suspeito, morador da capital mato-grossense. A Justiça também expediu ordens de bloqueio de bens e valores até o limite de R$ 460 mil, evidenciando o grande prejuízo causado à vítima.

Foto: Polícia Civil-MT
O “Golpe do Nudes” é uma modalidade criminosa na qual indivíduos criam perfis falsos em redes sociais ou aplicativos de mensagens, passando-se por pessoas jovens, com o objetivo de estabelecer contato íntimo com a vítima. Após iniciarem a troca de imagens de nudez, o criminoso usa esse material para chantagem e extorsão.
As investigações, iniciadas em fevereiro de 2024 pela Delegacia Especializada em Furtos e Roubos (Defur) de Caicó (RN), revelaram o modus operandi do suspeito de Cuiabá:
O “Golpe do Nudes” era executado de forma progressiva, iniciando-se pela Contato e Captura. O investigado, utilizando perfis falsos nas redes sociais ou aplicativos de mensagens, iniciava conversas de teor íntimo com a vítima, ganhando sua confiança e conseguindo, assim, a troca de conteúdo íntimo, como fotos ou vídeos.

Em seguida, o golpe progredia para a fase de ameaça e extorsão. Utilizando os dados pessoais e as imagens íntimas que havia coletado da vítima, o homem passava a exigir valores em dinheiro de forma imediata. Para impor o pagamento, ele utilizava a intimidação, ameaçando explicitamente realizar a exposição do conteúdo íntimo em redes sociais.
Por fim, o suspeito aplicava uma intensa pressão psicológica sobre a vítima. Este constrangimento contínuo e aterrorizante, baseado na ameaça constante de ter sua vida pessoal exposta, forçava a vítima a realizar sucessivas transferências financeiras, resultando no prejuízo milionário investigado.
O cumprimento das ordens judiciais em Cuiabá foi realizado pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) de Mato Grosso, em apoio à Polícia Civil do Rio Grande do Norte.

