Com a aprovação do PL da Dosimetria na Câmara dos Deputados (291 votos a favor e 198 contra), que segue para o Senado, Haroldo Arruda Junior acredita que a proposta será mantida na Casa Alta.
O professor classificou a aprovação como uma “meia-justiça” e um caminho paliativo para amenizar o sofrimento de condenados pelos atos de 8 de janeiro. Ele lembrou que a oposição fez um “esforço gigante” para aprovar a anistia geral e irrestrita, que só não avançou devido à forte resistência do Supremo Tribunal Federal (STF).
“A gente não corrige injustiça com meia-justiça. Eu entendo que a dosimetria é exatamente nesse sentido. Caberia a dosimetria à época [do crime]. Nesta altura do campeonato, eu acho que é uma forma paliativa de se resolver uma injustiça com o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro e centenas de pessoas que, inclusive, já morreram,” afirmou o professor, citando o caso de Cleriston Pereira da Cunha.
O analista acredita que o apoio do Centrão ao PL da Dosimetria é motivado por pragmatismo institucional e questões eleitorais, e não por ideologia, tendência que deve persistir no Senado.
Haroldo Arruda Junior interpretou a indicação de Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal (PL) como um “golpe de mestre” do ex-presidente Jair Bolsonaro, visando se manter no jogo político de 2026.
Estratégia: “Se tivesse sido indicado o Tarcísio de Freitas, simplesmente o bolsonarismo ia morrer. Não se teria instrumento de troca, de negociação no processo eleitoral. Uma vez que ele indica o filho dele, ele continua no jogo.”
Provocação ao Centrão: Ele avalia que a nomeação do filho acendeu uma “luz vermelha” no Centrão, e a aprovação do PL da Dosimetria foi uma resposta política a essa provocação.
Melhor Nome: O professor defendeu a candidatura de Flávio, dizendo que ele representa milhões de brasileiros e possui a “moderação necessária” para fazer os enfrentamentos que a população espera, especialmente na pauta de segurança.
Haroldo Arruda Junior não hesitou em apontar a segurança pública como a principal pauta e o maior desafio para o governo federal e o debate eleitoral de 2026.
“Eu não tenho dúvida que, hoje, o maior desafio do governo federal é realmente criar políticas públicas de segurança que possam conter as facções criminosas,” declarou.
Em Mato Grosso, a segurança pública deve ser o foco do PL. O professor criticou as soluções paliativas para crimes como o feminicídio (apenas aumentar a pena) e defendeu um debate sobre a revisão do Código Penal Brasileiro, que ele classifica como obsoleto.
No âmbito estadual, o professor destacou que a candidatura de Wellington Fagundes ao governo pelo PL está clara, um “direcionamento de cima para baixo” que faltava à direita local. O nome de Medeiros para o Senado também foi citado como claro, “pelo menos por enquanto”.
Sobre as alianças, ele acredita que partidos como Novo e Democracia Cristã (DC) podem compor fortemente com o PL, e que o União Brasil e o Republicanos também são potenciais parceiros.
O analista ainda pontuou que o lançamento de Jaime Campos como pré-candidato ao governo muda o tabuleiro, projetando a eleição para o segundo turno em 2026 e tornando a composição de apoio do vice-governador Otaviano Pivetta, que não foi descartado, mas sim “abençoado” a ser nome de composição, fundamental nesse cenário.
*Wesley Moreno/Laurindo Neto/Power Mix Cuiabá/MT
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