Imagens aéreas captadas por drones mostram o ponto exato da queda que resultou na morte da brasileira Juliana Marins durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia. A jovem permaneceu desaparecida por quatro dias até ser localizada sem vida, em meio a esforços intensos de resgate.
Imagens mostram local da queda de Juliana Marins
Imagens divulgadas nas redes sociais revelam detalhes do terreno acidentado onde Juliana Marins sofreu a queda fatal. O vídeo, gravado por drones, registra o topo do Monte Rinjani e segue até o local onde o corpo da brasileira foi resgatado, em uma área cheia de rochas. Socorristas aparecem utilizando cordas para içar o corpo, em meio à presença de turistas no cume da montanha.
As imagens reforçam o quão perigosa pode ser a trilha até o vulcão, especialmente em trechos com pouca sinalização e terrenos escorregadios.
O Parque Nacional do Monte Rinjani anunciou neste sábado (28) a reabertura da rota Pelawangan 4 (Sembalun), trilha que leva até o cume do vulcão e onde Juliana Marins, de 24 anos, sofreu o acidente. O comunicado foi feito por meio das redes sociais oficiais da administração do parque.
Em nota, o órgão responsável pela conservação do local enfatizou a importância de seguir os Procedimentos Operacionais Padrão (SOP) durante as trilhas. A administração destacou que “o Monte Rinjani não é apenas um destino, mas também uma responsabilidade compartilhada entre visitantes e autoridades”.
O acidente com Juliana Marins no Monte Rinjani
Juliana Marins, natural de Niterói (RJ), realizava uma viagem pela Ásia desde fevereiro deste ano. Ela já havia passado por países como Filipinas, Tailândia e Vietnã. Durante uma trilha no Monte Rinjani, na sexta-feira (20), a jovem escorregou e caiu de uma altura estimada de 300 metros.
Apesar da gravidade da queda, relatos iniciais indicam que Juliana ainda conseguia mover os braços e reagir visualmente, embora estivesse imobilizada. Turistas que passaram pelo local a encontraram ainda com vida e avisaram sua família, compartilhando imagens e localização via redes sociais.
Os trabalhos de resgate enfrentaram obstáculos significativos. A área do Monte Rinjani é de difícil acesso, com neblina constante, pedras escorregadias e terreno íngreme. As equipes de resgate interromperam as buscas diversas vezes devido às condições climáticas adversas. Por conta da baixa visibilidade, inclusive, o uso de helicópteros foi inviabilizado durante boa parte da operação.
Após quatro dias de tentativas, Juliana Marins foi encontrada sem vida na terça-feira, 24 de junho. A confirmação do falecimento foi feita por sua família e pelo Itamaraty, que acompanhou o caso desde o início.
Histórico de acidentes no Monte Rinjani
O Monte Rinjani, segundo vulcão mais alto da Indonésia, acumula um histórico preocupante de acidentes. Desde 2020, foram registradas oito mortes e aproximadamente 180 incidentes, como quedas e torções. A infraestrutura limitada e a escassez de sinalização têm sido apontadas como fatores de risco por especialistas, turistas e geólogos.
As críticas se estendem à demora no atendimento emergencial, à falta de equipamentos de segurança e à ausência de comunicação eficiente nas trilhas mais desafiadoras da região.

