*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O presidente do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso, Ananias Filho, demonstrou total confiança na estruturação da legenda para as eleições de 2026.
Em declarações recentes, o dirigente afirmou que o partido já possui as principais definições para os cargos majoritários e não teme o enfrentamento contra a “máquina pública”.
No estado, o principal embate deve ocorrer entre o atual vice-governador, Otaviano Pivetta (Republicanos), e o senador Wellington Fagundes, que é o pré-candidato do PL ao governo de Mato Grosso. Segundo Ananias, o PL larga na frente por já ter um planejamento sólido e nomes definidos, enquanto outros grupos políticos ainda não se mobilizaram.
A chapa majoritária do PL, conforme anunciado por Ananias, está composta pelos candidatos a presidência da República: Flávio Bolsonaro, pelo pré-candidato a governador por Mato Grosso, Wellington Fagundes, e José Medeiros ao Senado.
Ananias Filho minimizou o poder de influência do governo estadual sobre o voto popular.
“Nessa definição, pode vir a máquina que quiser, que não vai ter como mudar o posicionamento do voto do eleitor”, disparou o presidente da legenda. Ele reforçou que o partido só aceitará coligações com legendas de direita e que não fará alianças com quem estiver alinhado ao governo federal.
Questionado sobre a bandeira de “governo de entregas” levantada por aliados de Mauro Mendes e Otaviano Pivetta, Ananias tratou o argumento com ironia. Para ele, o volume de entregas não deveria ser um fator de temor eleitoral.
“O PL não tem medo, nós não somos filhos de pai assombrado. Até porque, se for questão de entrega ter medo por quem faz entrega, não seriam eles o campeão que iria bater em nós. Seria o Mercado Livre, o iFood, a Amazon Prime, que entregam muito mais do que eles”, ironizou o dirigente.

