*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) manifestou descrença e indignação ao comentar o próximo passo jurídico do caso que chocou Mato Grosso: o assassinato da filha, a empresária Raquel Maziero Cattani, morta a facadas em julho de 2024. O julgamento dos acusados está marcado para o dia 22 de janeiro de 2026, no Tribunal do Júri.
No banco dos réus estarão os irmãos Romero Xavier Mengarde (ex-marido de Raquel e apontado como mandante) e Rodrigo Xavier Mengarde (apontado como o executor do crime). Raquel foi encontrada morta na propriedade rural em que vivia em Nova Mutum, em um crime que teria sido planejado para simular um latrocínio.
O DESABAFO DO DEPUTADO
Apesar da proximidade do júri, Cattani revelou que não nutre expectativas positivas quanto ao desfecho judicial. Enquanto a esposa dele, demonstra disposição para acompanhar o processo, o parlamentar expressou uma visão amarga sobre o sistema penal brasileiro.
“A mãe dela, Sandra, está entusiasmada para ir lá e ver o que vai dar. Eu já havia falado que não existe um ‘justiçamento’. Eu não acredito em justiça mais. O que for feito, vai ser feito. Da minha parte, não tenho nenhuma expectativa”, afirmou o deputado.
CRÍTICAS À DEFENSORIA E AO ESTADO
Cattani direcionou duras críticas ao uso de recursos públicos para a defesa de criminosos, contrastando com a falta de amparo às famílias das vítimas. Para ele, o conceito de justiça no Brasil está invertido.
O parlamentar questionou o papel da Defensoria Pública.
“Uma justiça em que uma Defensoria Pública defende, com nossos impostos e dinheiro, quem tira a vida de um cidadão honesto da sociedade. Não pode existir justiça desse jeito, não. Única justiça que conheço é quando a vítima é atendida e o agressor é punido da mesma maneira ou a medida do ato que ele cometeu”.
O deputado destacou que os filhos de Raquel, assim como outros órfãos do Estado, não recebem assistência governamental.
“Hoje, você tem os órfãos — não só dos meus netos, mas todos do Estado — não tem nenhum deles sendo assistido pelo Estado. Enquanto os bandidos que mataram são defendidos pelo Estado”.
O CASO RAQUEL CATTANI
Raquel Cattani era uma jovem empreendedora premiada pela produção de queijos artesanais. Sua morte causou comoção nacional e mobilizou as forças de segurança de Mato Grosso.
A investigação revelou que o ex-marido, inconformado com a separação, teria convencido o irmão a executar o crime.
VEJA VÍDEO DA ENTREVISTA DADA PELO DEPUTADO ESTADUAL GILBERTO CATTANI (PL)

