*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A cidade de Nova Lacerda , interior do estado, registrou uma tragédia na noite da última terça-feira, dia 14 de outubro, com o brutal assassinato de Gabriella da Fonseca Moura, de 36 anos, morta a golpes de faca por seu ex-companheiro, Rafael Rodrigues, de 32 anos, dentro da própria residência.
O crime ganhou contornos ainda mais trágicos, pois os filhos da vítima, de 14 e 19 anos, tentaram desesperadamente defendê-la, entrando em luta corporal com o agressor, mas não conseguiram evitar a morte da mãe, que ocorreu no local.
De acordo com o delegado responsável pela investigação, Mateus Reiners, o crime parece ter sido premeditado.
“O suspeito teria entrado na residência pelos fundos, onde estavam a vítima e seus dois filhos. Ele já foi munido de uma corda com a premeditação de amarrar esses filhos e desferir contra a vítima”, disse o delegado.
Durante o ataque, Rafael Rodrigues e Gabriella entraram em luta corporal. No momento de desespero, os dois filhos da vítima intervieram na tentativa de salvar a mãe, mas, apesar dos esforços e da luta física, o assassino conseguiu concretizar o feminicídio.
Após matar a ex-companheira, Rafael foi visto correndo pela rua com ferimentos de faca. Ele buscou ajuda em uma casa vizinha e foi socorrido por uma ambulância, sendo levado ao Pronto Atendimento do município. O agressor permanece sob custódia policial no hospital.
A filha da vítima relatou à Polícia que o casal já não morava junto e que o suspeito frequentemente ameaçava a mãe.
DENÚNCIA ANTERIOR SEM MEDIDA PROTETIVA
A tragédia é ainda mais lamentável pelo fato de Gabriella ter procurado a polícia apenas 12 dias antes de ser morta.
No dia 3 de outubro, a vítima se envolveu em uma discussão com Rafael e acionou a Polícia Militar para que ele saísse de casa. Na ocasião, o homem se exaltou, pegou uma faca e ameaçou cortar o colchão e incendiar a residência.
Apesar de ter registrado a denúncia contra o ex-marido, Gabriella da Fonseca Moura não solicitou uma medida protetiva de urgência.
O caso está sendo tratado como feminicídio e segue sob investigação da Polícia Civil, que trabalha para reunir todas as provas e dar prosseguimento ao inquérito.

