*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O Ministério Público descartou a participação dos outros suspeitos de envolvimento na morte da adolescente de 16 anos, que estava grávida, e teve o bebê retirado do ventre, pela suspeita Natally Helen Martins Pereira, de 25 anos.
As investigações apontaram que o irmão de Natally, o companheiro dela e o cunhado tem álibi que mostram que eles não estavam no local do crime, que foi cometido na casa dos pais da acusada, no Jardim Florianópolis, em Cuiabá.
Câmeras de segurança mostram que os três que chegaram a ser tratados como suspeitos pela polícia, não tiveram envolvimento no assassinato, como afirmou o promotor de justiça do MP, Rinaldo Ribeiro de Almeida.
“Todos têm álibis de câmeras. Um no Jardim Itália, outro em um restaurante, outro em um hospital. Além de terem álibis de pessoas. Não é que existem provas fracas em relação a eles, é que não existe nada em relação a eles. Se fosse feita Justiça com as próprias mãos, possivelmente aquelas três pessoas poderiam ser mortas, por isso é importante investigar. E essas investigações estão mostrando que não tem nada contra essas três pessoas”, ressaltou o promotor.
O promotor reforçou ainda que os três homens contribuíram com as investigações desde quando o crime bárbaro foi descoberto pela polícia.
“São pessoas que colaboraram com a polícia desde o primeiro momento”, disse ele.
O companheiro de Natally, Christian Albino Cebalho de Arruda, de 28 anos, chegou a ser detido em um hospital da capital, quando a suspeita chegou com a criança na tentativa de forjar um parto natural, que teria ocorrido em casa. Só que exames feitos na acusada demonstraram que os resultados eram incompatíveis com o de uma mulher grávida. Isso levantou suspeitas na equipe médica que chamou a polícia.
Já o irmão e o cunhado da acusada, que haviam sido detidos na casa onde o crime ocorreu, foram posteriormente liberados. A polícia queria saber se eles tinham envolvimento na ocultação do cadáver da menor grávida.
Os três homens disseram que também foram enganados e manipulados pela suspeita, que atraiu a grávida com a promessa de realizar uma doação de roupas para a bebê dela.
Emelly foi morta no dia 11 de março e o corpo da adolescente foi encontrado, em uma cova rasa, no dia 13 de março, pela manhã, pelos policiais.
A vítima tinha um corte na barriga feito para a retirada do bebê dela. O crime ocorreu com a grávida ainda viva. Exames feitos pela Politec indicam que a grávida morreu em consequência da grande perda de sangue. Emelly ainda foi agredida com socos e foi amarrada com fios de internet.
Natally queria ficar com a criança e forjou que estava grávida há meses. Ela teria enganado familiares e amigos, inclusive, postado nas redes sociais chá de bebê e mostrado exames forjados de uma possível gravidez.