*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), fez uma nova e enfática crítica à falta de cumprimento das promessas financeiras feitas por nações desenvolvidas para auxiliar países em desenvolvimento, como o Brasil, na mitigação das emissões de gases poluentes e na preservação ambiental.
Ao ser questionado pela imprensa sobre sua participação na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), o governador expressou seu ceticismo em relação à chegada de recursos significativos.
Mauro Mendes remeteu ao compromisso assumido pelos países ricos durante a COP 15, quando prometeram destinar 100 bilhões de dólares por ano a nações tropicais a partir de 2020. O governador classificou o resultado dessa promessa como um “fiasco”.
Segundo Mendes, o valor prometido não se materializou na prática, e o que chegou aos países em desenvolvimento foi irrelevante.
“Essa grana que os países prometeram ao longo dos anos, se transformou num fiasco. Nós já recebemos algum dinheirinho, mas muito pouco. É claro que qualquer dinheiro que seja doado ao Estado para fazer ação ambiental nós vamos utilizá-lo e utilizá-lo bem, entretanto é muito pouco. Esse dinheiro nunca aconteceu”, declarou o governador.
Em um tom incisivo, Mauro Mendes afirmou que Mato Grosso, e o Brasil como um todo, não precisam de doações em valores irrisórios, mas sim do cumprimento dos compromissos internacionais para projetos de grande escala.
“Agora, dinheirinho pouco, esmolinha? Mato Grosso não precisa e acredito que o Brasil também não precisa. Não acredito que venha dinheiro relevante, vai vir migalhas como veio até hoje”.

