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Leia: Mantida prisão de piloto acusado de auxiliar PM na execução de personal trainer; delegado não acredita na versão do suspeito
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OpiniãoMT > Blog > Polícia > Mantida prisão de piloto acusado de auxiliar PM na execução de personal trainer; delegado não acredita na versão do suspeito
Polícia

Mantida prisão de piloto acusado de auxiliar PM na execução de personal trainer; delegado não acredita na versão do suspeito

última atualização: 2 de outubro de 2025 10:04
Jornalista Mauad
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4 Minutos de Leitura
Foto: Victor Ostetti/MidiaNews
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*Sêmia Mauad/ Opinião MT

A Justiça de Mato Grosso decidiu manter preso Victor Hugo Oliveira da Silva, de 21 anos, acusado de ser o piloto da motocicleta que conduziu o soldado da Polícia Militar Raylton Duarte Mourão até o local do assassinato da personal trainer Rozeli da Costa Nunes. A decisão foi tomada na tarde da última quarta-feira, dia 1º de outubro, em audiência de custódia.

O juiz Pierro de Faria Mendes, da 1ª Vara Criminal de Várzea Grande, acatou o pedido pela manutenção da custódia, reforçando a gravidade da situação e a necessidade de garantir a ordem pública. Em sua decisão, o magistrado foi claro ao justificar a permanência de Victor Hugo na prisão:

“Por não se constatar a existência de fatos novos aptos a ensejar sua revogação, tampouco elementos que evidenciem a suficiência ou adequação da substituição por medidas cautelares diversas”, afirmou o juiz, mantendo a prisão decretada anteriormente.

Victor Hugo Oliveira da Silva foi detido na BR-070, em Cáceres, pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), e é o segundo envolvido preso no caso que chocou Várzea Grande, onde a personal trainer de 33 anos foi morta a tiros dentro de seu carro em frente à casa da irmã, no dia 11 de setembro.

A VERSÃO DO SUSPEITO CONFRONTADA PELO DELEGADO

Apesar de ter confessado informalmente que pilotou a moto, Victor Hugo alegou à polícia que não sabia que o “serviço” envolvia a prática de um homicídio, e que teria recebido R$ 500 no dia seguinte, “talvez para calar a boca dele”.

No entanto, o delegado Bruno Abreu, da Delegacia de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP), responsável pelo caso, não acredita na versão do suspeito. Segundo o delegado, as circunstâncias em que Victor Hugo foi contratado são incompatíveis com sua alegação de inocência:

“Inicialmente, o Vitor fala que não sabia do que se tratava, que era apenas um serviço. Só que essa história do tal serviço, eu não acredito que ele entendia, porque ele mesmo ficou na dúvida, ele não sabia responder. Como você vai fazer um serviço de capinagem em terreno às 3h30 da manhã? Não existe isso! E você fica rodando a casa de uma pessoa por uma hora. Naquele momento ele já sabia que algum mal ia acontecer. Qual mal? Um policial militar com uma arma na cintura. O mal seria praticar disparos contra alguém, contra uma residência. Naquele momento que ele viu o carro e ele decidiu ir atrás, naquele momento ele já sabia que a prática de um homicídio,” destacou o delegado Bruno Abreu.

O delegado ressalta que Victor Hugo teve a liberdade de prosseguir ou voltar ao perceber a situação de risco, e sua decisão de acompanhar o PM o torna partícipe do crime.

INVESTIGAÇÃO CONTINUA: MOTIVAÇÃO E O TERCEIRO ENVOLVIDO

O atirador confesso, o soldado Raylton Duarte Mourão, que se entregou dez dias após o crime, alegou que a motivação seria uma disputa judicial por uma indenização de R$ 24 mil movida por Rozeli, após um acidente de trânsito. O PM alegou sofrer de problemas psicológicos, e a Justiça determinou que ele passe por tratamento psiquiátrico enquanto permanece detido no Batalhão de Força Tática.

A Polícia Civil, contudo, ainda busca esclarecer pontos cruciais do inquérito:

-Motocicleta do Crime: As equipes da DHPP continuam as buscas pela motocicleta utilizada na execução.

-Terceiro Envolvido: A investigação ainda tenta confirmar o possível envolvimento de uma terceira pessoa no assassinato, que seria um amigo do PM.

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