O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou que a Controladoria-Geral da União (CGU) avalie a expulsão do auditor David Cosac Junior, servidor acusado de agredir uma mulher e o filho dela em um episódio registrado no início de dezembro. A decisão foi anunciada pelo próprio chefe do Executivo, que afirmou ter encaminhado o pedido diretamente ao controlador-geral da União, Vinicius Marques de Carvalho.
Determinação presidencial e abertura de processo
A ordem para apuração partiu após a divulgação de imagens de câmeras de segurança que registraram as agressões atribuídas ao auditor. Segundo o posicionamento do presidente, o caso motivou a solicitação imediata para abertura de procedimento interno com foco na responsabilização administrativa e possível expulsão do auditor do serviço público.
Lula afirmou publicamente que não haverá tolerância com atos de violência, especialmente quando envolvem mulheres e crianças, independentemente do cargo ocupado pelo agressor. O presidente também classificou o episódio como grave e incompatível com o exercício da função pública.
As gravações de segurança mostram o servidor público desferindo golpes contra a mulher enquanto ela segurava a criança. As agressões só cessaram após as vítimas caírem no chão. O material audiovisual teve ampla repercussão e foi determinante para a adoção das medidas anunciadas pelo governo federal.
Posicionamento da CGU sobre a expulsão do auditor
O ministro Vinicius Marques de Carvalho, responsável pela Controladoria-Geral da União, divulgou nota oficial reforçando a gravidade do ocorrido. De acordo com ele, a violência registrada não pode ser tratada como questão privada ou desentendimento pessoal, mas como crime e violação direta da lei.
O controlador-geral informou que a CGU adotou providências imediatas no âmbito administrativo, incluindo o envio da denúncia à Corregedoria-Geral da União (CRG) e à Comissão de Ética do órgão, com a instauração de investigação preliminar para apurar responsabilidades e avaliar a expulsão do auditor.
Além da abertura de apuração interna, a CGU determinou a revogação da designação do servidor como substituto eventual da chefia imediata. Também foi estabelecida a proibição de acesso do auditor aos prédios da Controladoria enquanto as investigações estiverem em curso.

