*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O descaso ambiental de parte dos turistas que visitam a histórica região do Coxipó do Ouro está causando sérios prejuízos à natureza e à imagem do local. A denúncia partiu de Jurandir Alves, empresário e atual subprefeito do Coxipó, que lamenta o grande volume de lixo descartado de forma irregular ao longo da MT-402, estrada que liga o Coxipó do Ouro à estrada de Chapada dos Guimarães.

A reclamação de Jurandir é incisiva e destaca a falta de consciência de quem visita a área, conhecida por ser o local da fundação de Cuiabá.
“Nosso Coxipó do Ouro vem aí com uma história muito linda de ter sido a fundação de Cuiabá. Estamos sofrendo por diversos turistas que vêm com um pouquinho ou talvez bastante falta de consciência ambiental e ao retornar, ao longo da nossa MT 402, vão descartando esse lixo ao longo da estrada”, desabafou Jurandir Alves.
DE GARRAFAS A MÓVEIS
O lixo encontrado nas margens da rodovia é diversificado, revelando um alarmante nível de descarte irresponsável. O subprefeito aponta que o material varia desde detritos comuns até itens de grande volume.
“Jogando sacola, até pneu, armário de cozinha, pia. Tem várias coisas ao redor dessa estrada. A maioria dos lixos encontrados na rodovia são garrafas. Encontra muita lata na beira da estrada. A maioria é vidro, garrafa de cerveja, a maioria descartada pelos turistas, uns turistas às vezes sem consciência e vai jogando essas garrafas long neck, principalmente à margem da estrada.”
A preocupação maior, no entanto, é o impacto direto na principal riqueza da região: a água. Jurandir Alves alerta que o descarte na estrada tem consequências diretas para os recursos hídricos.
“O impacto ambiental desse lixo é muito grande. Quando a chuva vem igual boa parte desse lixo é escoado para dentro do rio, que acaba chegando alguma parte até no Rio Cuiabá. Então, afeta muita coisa, principalmente as nossas águas.”
EDUCAÇÃO E FISCALIZAÇÃO COMO SOLUÇÃO PARA O PROBLEMA
Embora reconheça o esforço de alguns moradores e caminhantes que recolhem latas, o subprefeito acredita que apenas a fiscalização e a conscientização em larga escala podem resolver o problema a longo prazo.
Para Jurandir Alves, a solução passa pela união de medidas educativas e punitivas.
“Eu acho que a longo prazo é a educação dos turistas que não tem. Se fosse o caso a questão de câmeras. Colocar câmeras na rodovia. O único meio é polícia, a fiscalização, conseguir coibir o arremesso de vidro na pista. Porque a proibição de trazer não é possível”, afirmou.
O empresário reforça o apelo às autoridades para que ajudem a preservar o patrimônio natural.
“Teria que ser mais pela educação mesmo, uma conscientização, uma sinalização, uma ação do estado ou do município que fizesse essa campanha, que ajudasse, que pudesse amenizar o impacto ambiental que tem esse monte de vidro na beira da pista”, concluiu, clamando por ações concretas para proteger o Coxipó do Ouro.
VEJA VÍDEOS DO LIXO ESPALHADO PELA ESTRADA

