*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A Justiça de Mato Grosso decidiu manter a prisão preventiva de Rairo Andrey Borges Lemos, de 21 anos, apontado como o autor de um dos crimes mais brutais registrados no interior do estado neste início de ano. Rairo é acusado de assassinar o próprio filho, Davi Lucca da Silva Lemos, de apenas 2 anos, como forma de retaliação à ex-companheira pelo término do relacionamento.
O caso ocorreu na noite da última sexta-feira, dia 2 de janeiro, em uma quitinete na cidade de Sorriso. A Polícia Militar foi acionada por vizinhos que se alarmaram com o som em volume extremamente alto vindo da residência, além de barulhos incomuns.
Ao arrombar a porta, os policiais encontraram Rairo desacordado em uma tentativa de suicídio por enforcamento, enquanto o pequeno Davi Lucca estava deitado sobre a cama, apresentando ferimentos gravíssimos. Pai e filho foram socorridos com vida, mas o bebê não resistiu à gravidade das lesões e morreu após dar entrada no Hospital Regional de Sorriso.
As investigações da Polícia Civil revelam que o crime não foi um ato de impulso, mas sim planejado. No local, foi encontrada uma carta manuscrita onde o agressor confessava a intenção de matar o filho e tirar a própria vida.
A motivação seria o inconformismo com o fim do relacionamento com a mãe da criança. Ao descobrir que a ex-companheira poderia estar em um novo relacionamento, Rairo enviou mensagens ameaçadoras via aplicativo, afirmando que “levaria o filho consigo”.
Rairo recebeu voz de prisão ainda na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, após audiência de custódia, teve a prisão mantida. O Poder Judiciário considerou a periculosidade do agente e a gravidade concreta do fato para garantir a ordem pública.
O suspeito deverá responder pelos crimes de homicídio qualificado e crime contra descendente.
O caso está sendo acompanhado pela Polícia Civil.

