*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A Justiça de Mato Grosso manteve a prisão de Reyvan da Silva Carvalho, de 30 anos, principal suspeito do estupro e morte de Solange Aparecida Sobrinho, ocorrido na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
A decisão, tomada pela juíza Renata do Carmo Evaristo Parreira durante audiência de custódia no último sábado, dia 30 de agosto, ressalta a periculosidade do criminoso que, até ser detido, estava livre, perambulando pelas ruas.
A prisão de Reyvan, efetuada na última sexta-feira, dia 29 de agosto, dentro do próprio campus da UFMT, foi o resultado de uma meticulosa investigação. A prova crucial veio do DNA encontrado no corpo da vítima, Solange Aparecida Sobrinho, que confirmou o envolvimento do suspeito no crime brutal.
Segundo o delegado Bruno Abreu, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Reyvan estava agindo com frieza e tentou se esquivar das perguntas durante o interrogatório. “Eu não tenho o que falar, não fui eu. Quero um advogado para falar, se estão me acusando. Quero meu advogado”, disse ele, mantendo o silêncio em seguida.
A frieza do criminoso também se revela na série de crimes a que ele está associado. O perfil genético de Reyvan, que foi incluído no Banco de Perfis Genéticos após a coleta na cena do crime da UFMT, coincidiu com outros três crimes graves. O criminoso, que estava solto por aí, é agora também o principal suspeito de:
-Um feminicídio e estupro no Bairro Parque Ohara (2020);
-Um estupro no Bairro Tijucal (2021);
-Um estupro no bairro Jardim Leblon (2022).
O delegado Abreu relatou que Reyvan não voltava para casa há dias e foi localizado dentro da UFMT. A equipe policial, com a ajuda dos seguranças da instituição, conseguiu identificá-lo e prendê-lo.

