*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro gerou reações entre políticos de Cuiabá, com declarações que ecoam as diferentes posições sobre o caso. As falas do prefeito Abílio Brunini (PL) e do vereador Rafael Ranalli (PL) refletem uma visão crítica ao processo judicial, defendendo a tese de perseguição política.
Durante o desfile de 7 de Setembro, o prefeito Abílio Brunini afirmou que o ex-presidente está sendo acusado de um “golpe inexistente”, que, segundo ele, seria uma invenção de “supremos” e “presidentes”. A declaração de Brunini resume a linha de defesa que sustenta que as acusações contra Bolsonaro não têm base factual.
Já o vereador Rafael Ranalli abordou o tema durante a manifestação “Reaja Brasil”, na Praça 8 de Abril. Ranalli levantou a tese de que há uma “perseguição ocasionada no STF”, destacando que, na sua visão, três dos cinco ministros do Tribunal seriam declaradamente “anti-bolsonaristas”. Ele expressou a esperança de que o Congresso Nacional paute a anistia “o quanto antes”, não só para os presos dos atos de 8 de janeiro, mas também para o próprio Bolsonaro.

