*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Cuiabá registrou primeiro caso suspeito de intoxicação por metanol. Uma jovem de 18 anos, moradora de Cuiabá, passou por tratamento clínico e avaliação oftalmológica e recebeu alta hospitalar na manhã da última quinta-feira, dia 23 de outubro.
A Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) aguarda agora o resultado laboratorial para confirmar oficialmente o diagnóstico, que gerou preocupação na rede de saúde.
A paciente foi submetida a exames e recebeu tratamento de suporte, sendo liberada para recuperação em casa. Contudo, o alerta permanece, dado o potencial de toxicidade e as sequelas graves que o metanol pode causar, como a cegueira.
PACIENTE DE VÁRZEA GRANDE AINDA CONTINUA INTERNADO
Enquanto o caso de Cuiabá avança para a fase de confirmação laboratorial, a rede de saúde de Mato Grosso continua monitorando de perto outro paciente, morador de Várzea Grande, que também apresentou sintomas graves de intoxicação por metanol. O consumo da substância causou uma lesão ocular irreversível no jovem, com inflamação severa do nervo óptico.
O paciente de Várzea Grande, que havia sido atendido inicialmente em uma UPA local, foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC), onde permanece sob observação clínica e monitoramento intensivo.
Apesar da internação na UTI, a equipe médica reportou que o estado de saúde do paciente é estável. Ele está acordado, conversando, alimentando-se normalmente e respirando sem a necessidade de suporte de oxigênio. No entanto, devido ao risco de complicações que o metanol representa, o monitoramento rigoroso é indispensável.
Assim como no caso de Cuiabá, o diagnóstico definitivo depende da análise de dosagem de metanol. Amostras de sangue foram coletadas e encaminhadas à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para a confirmação laboratorial.
O caso, que foi o primeiro a ter a intoxicação por metanol confirmada laboratorialmente no estado e resultar em cegueira.
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil para rastrear a origem da bebida adulterada e prevenir que novos produtos tóxicos cheguem ao consumidor.

