*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O senador Jayme Campos (União Brasil) confirmou intenção de concorrer ao Governo de Mato Grosso, mas admitiu enfrentar dificuldades na articulação interna para formalizar a pré-candidatura. O anúncio oficial da postulação, segundo o senador, só deve ocorrer após a oficialização da federação entre o União Brasil e o Progressistas (PP).
Para fortalecer seu projeto, Jayme Campos conta com a influência do ex-deputado Nilson Leitão, que recentemente se filiou ao Progressistas. Leitão é visto como uma peça importante no xadrez político para articular o apoio necessário dentro da futura federação “União Progressista”.
O senador, no entanto, reconheceu que o maior desafio reside na cúpula do seu próprio partido.
Jayme Campos pretende solicitar ao governador Mauro Mendes, que preside o diretório regional do União Brasil, a convocação de uma reunião para que seu nome seja democraticamente discutido dentro da legenda.
Contudo, a iniciativa de Jayme contraria o projeto pessoal de Mendes, que manifesta a intenção de lançar seu vice, Otaviano Pivetta, como candidato ao Governo.
Jayme Campos demonstrou firmeza e cobrou a postura democrática do União Brasil.
“Eu vou comunicar de forma oficial à federação União Progressista e, no momento oportuno, vou pedir para que o presidente do diretório regional convoque uma reunião para que possamos colocar a minha pré-candidatura dentro do União Brasil. Se a maioria disser: ‘Não, estou fora’, tudo bem. Mas se disserem sim, eu já estou com o avião na pista correndo para a decolagem”.
O senador foi enfático ao criticar o que classificou como uma tentativa de pequenos grupos de definir o destino político do estado, em uma clara alusão aos bastidores do poder que tentam emplacar candidaturas de cima para baixo.
“São cinco ou seis pessoas que querem definir o destino de Mato Grosso. Dá a sensação de que estão tentando fazer de Mato Grosso uma S.A, onde sentam cinco indivíduos e definem: ‘Você vai ser o governador, vai ser o Senador, vai ser não sei o quê, não sei o quê lá.’ Ora! Mato Grosso não é de propriedade de ninguém, temos que dar um basta nesses que estão achando que são donos do Mato Grosso e vão definir o destino do nosso estado. Negativo! Eu sou defensor intransigente de que qualquer combinação ou acordo você tem que fazer com a população de Mato Grosso. Por isso, exijo e espero que o partido aja de forma democrática”.

